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Desinformação sobre aborto deixa médicos dos EUA em alerta

Após decisão da Suprema Corte Americana anunciada mês passado, práticas sem comprovação científica e que podem levar a morte ganharam destaques nas redes sociais.

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02 Jul 2022 - 20h47 | Atualizado em 02 Jul 2022 - 20h47

Apesar de parecer uma boa informação, as postagens contêm advertências sobre substâncias que as grávidas deveriam evitar, porém ao mesmo tempo, dá detalhes sobre como elas causam o aborto ao serem ingeridas. A Rolling Stone informou que algumas hashtags e vídeos no TikTok foram vistos centenas de milhares de vezes.

Eles se tornaram tão comuns que Josh Trebach, médico americano de emergência e toxicologista, foi obrigado a postar em suas redes sociais sobre os perigos dos posts."Não há nenhum método de aborto baseado em ervas, plantas, chás ou tinturas que seja mais seguro ou mais eficaz do que os atuais padrões médicos de atendimento", escreveu Trebach. 


Google (Foto/Reprodução/G1)


Já o Google, nesta sexta-feira anunciou que vai excluir o histórico de localização de usuários após visitas a clínicas de aborto nos Estados Unidos. A medida foi estabelecida após a Suprema Corte derrubar a decisão que permitia o acesso ao aborto legal em todo o país, permitindo que o governo de cada estado decida se o procedimento pode ou não ser realizado. 

O Google também não armazenará dados da presença em abrigos para vítimas de violência domestica, clínicas de fertilidade, instalações para tratamento de vícios e clínicas de emagrecimento. "Se nossos sistemas identificarem que alguém visitou um desses lugares, excluiremos essas entradas do histórico de localização logo após a visita. Esta mudança entrará em vigor nas próximas semanas", informou Jen Fitzpatrick, vice-presidente sênior do Google, em comunicado divulgado no blog da companhia.

Vários estados americanos conservadores já aprovaram leis que dão a população em geral o direito de processar médicos que realizam abortos e qualquer pessoa que ajude a facilitar o procedimento.

Fitzpatrick decidiu tranquilizar usuários no comunicado, ressaltando que a empresa "leva a sério a privacidade dos dados". “O Google tem um longo histórico de adiar demandas excessivamente amplas da aplicação da lei, incluindo a objeção total a algumas delas. Levamos em consideração as expectativas de privacidade e segurança das pessoas que usam nossos produtos e notificamos as pessoas quando atendemos às exigências do governo", explicou.

Foto Destaque : Tela de celular com aplicativos do Facebook, TikTok, Twitter, YouTube e Instagram. Reprodução/Poder360

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