Bem Estar

Coronavírus: " kit Covid" não tem eficácia desejada em cidades gaúchas

Estudos apontam que "kit covid" não tem a eficacia desejada em cidades gaúchas que foram pioneiras na disponibilização desses medicamentos. A taxa de letalidade é quase que a mesma em todo o estado.

19 Set 2020 - 05h25 | Atualizado em 19 Set 2020 - 05h25
Coronavírus: ' kit Covid' não tem eficácia desejada em cidades gaúchas Lorena Bueri

Municípios gaúchos começaram a disponibilizar um conjunto de medicamentos, mesmo sem comprovação científica de eficácia contra a covid-19, como a cloroquina, chamado de "kit covid". Após dois meses passados os dados não permitem concluir que a estratégia foi efetiva.

A taxa de letalidade do coronavírus entre os pacientes que apresentaram sintomas após o lançamento dos kits em quatro cidades pioneiras é praticamente a mesma de todo o Estado. Cachoeirinha, Campo Bom, Gravataí e Parobé estiveram entre os primeiros municípios gaúchos a apostar nessa medida. Analisando-se somente os casos dos pacientes que apresentaram sintomas a partir daquela data até 45 dias depois, a letalidade nesse grupo de municípios ficou em 2,4%. É praticamente a mesma média estadual, que alcançou 2,6% no mesmo intervalo.

Epidemiologista e gerente de Risco do Hospital de Clínicas, Ricardo Kuchenbecker avalia que é muito difícil tirar conclusões definitivas sobre a eficácia de medicações. Kuchenbecker lembra que os médicos também vão aprendendo as melhores formas de enfrentar o vírus, com todo tipo de medicação e recurso à disposição. O epidemiologista lembra que é normal a letalidade aparente ir diminuindo ao longo de uma pandemia. Ele acredita que a taxa do coronavírus poderá ficar, ao final, ao redor de 1%.

Entre as possíveis explicações para a menor gravidade aparente da pandemia, que se repete em outros estados e países, podem estar motivos como aumento de testagem ou maior contaminação entre pessoas mais jovens (que apresentam menos complicações). Pesquisas científicas mais recentes indicam que o uso de máscara poderia reduzir a carga viral nas eventuais infecções e amenizar a violência da covid-19.

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Cloroquina (Foto: Reprodução/Fenafar)

Cloroquina (Foto: Reprodução/Fenafar)


O Ministério da saúde avalia distribuir "kit covid" na farmácia popular

Eduardo Pazuello, ministro da saúde, é a favor do uso da cloroquina no tratamento ao novo coronavírus e defende seu uso. O ministério da saúde avalia a possibilidade de distribuição em farmácias populares.

Segundo a tabela de preços definida pelo governo federal, custa R$ 25 cada caixa com dez comprimidos de sulfato de hidroxicloroquina 400 mg, medicamento indicado na bula para artrite reumatoide, lúpus e malária. Já dez comprimidos do antibiótico azitromicina 500 mg valem R$ 35. Enquanto caixas com dois comprimidos do vermífugo ivermectina 6 mg custam R$ 15. Os valores consideraram alíquotas de ICMS cobradas em São Paulo.

(Foto Destaque: Falta de eficacia desejada no uso do "Kit Covid". Reprodução/Uol)

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