Saúde

Conheça os efeitos e os riscos do uso do cigarro eletrônico

Proibida pela Anvisa, a utilização dos dispositivos de cigarro eletrônico – também chamados de “vape” – tem crescido especialmente entre os jovens adultos, mas essa prática pode representar riscos à saúde.

3 min de leitura
07 Jul 2022 - 16h18 | Atualizado em 07 Jul 2022 - 16h18

O “vaping”, nome que se dá para a utilização dos cigarros eletrônicos, pode aumentar a exposição a produtos químicos que podem prejudicar a saúde (por exemplo, causar danos pulmonares). A prática pode também expor o usuário à nicotina, que é uma substância viciante.

Existem também preocupações acerca do apelo dos dispositivos eletrônicos para fumar entre adolescentes e jovens adultos e o seu potencial para promover o uso do tabaco. Por esse motivo, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a partir de um relatório técnico aprovado pela entidade, pontuou a necessidade da manutenção da proibição dos produtos de vaping.

Após a finalização da Análise de Impacto Regulatório (AIR), realizada anteriormente à intenção de uma determinação específica da Agência, a Anvisa explicou a importância da criação de campanhas que desestimulem o uso dos dispositivos eletrônicos para fumar, uma vez que eles trazem potenciais riscos à saúde.

Em agosto de 2016, um relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS) recomendou que os cigarros eletrônicos fossem proibidos em áreas internas ou onde o fumo é proibido. Isso é devido a seu potencial para que os não-usuários sejam expostos aos produtos químicos e ao aerossol do dispositivo em áreas internas.

Os cigarros eletrônicos aquecem a nicotina (extraída do tabaco), aromatizantes e outros produtos químicos para criar um aerossol que o usuário inala. Cigarros de tabaco regulares contêm 7.000 produtos químicos, muitos dos quais são tóxicos.


Jovem faz uso de cigarro eletrônico. (Foto/Reprodução/Getty Images)


Uma pesquisa da Universidade Johns Hopkins, nos EUA, sobre ingredientes do vape publicada em outubro de 2021 revela milhares de componentes químicos nesses produtos, a maioria dos quais ainda não identificados. Entre os que a equipe conseguiu identificar estavam várias substâncias potencialmente nocivas, incluindo cafeína, três produtos químicos nunca antes encontrados em cigarros eletrônicos, um pesticida e dois aromatizantes ligados a possíveis efeitos tóxicos e irritação respiratória.

Entre os jovens, os cigarros eletrônicos, especialmente os descartáveis, são mais populares do que qualquer produto de tabaco tradicional. De acordo com pesquisas realizadas no Brasil, mais de dois milhões de estudantes do ensino médio relataram usar o vape em 2021, com mais de oito em 10 desses jovens usando cigarros eletrônicos com sabor.

Quando a pandemia do coronavírus começou, os dados indicavam que as vendas de cigarros eletrônicos poderiam cair, possivelmente porque as pessoas estavam passando mais tempo em casa e evitando lojas e áreas públicas.

Os especialistas, porém, veem uma tendência que o preocupa: o aumento das taxas de uso diário de cigarros eletrônicos entre todos os usuários. De acordo com os pesquisadores, o número de pessoas que vaporizavam diariamente costumava ser de um em cinco, mas agora está um pouco acima, o que é preocupante porque implica maior dependência das substâncias.

Foto destaque: Dispositivos de cigarro eletrônico. Reprodução/NHSUK

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