Saúde

Conheça a conjuntivite gonocócica e como os seus sintomas afetam as pessoas

Esse tipo de infecção sexualmente transmissível (IST) é raro e, se não tratado corretamente, pode causar perfuração da córnea. A conjuntivite gonocócica se apresenta de forma semelhante à conjuntivite viral.

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05 Mai 2022 - 16h46 | Atualizado em 05 Mai 2022 - 16h46

A conjuntivite gonocócica (CG), também conhecida como oftalmia gonocócica neonatal quando ocorre em recém-nascidos, é uma infecção transmitida pelos dos olhos com secreções genitais infectadas de uma pessoa com infecção por gonorreia genital.

A incidência da oftalmia gonocócica neonatal diminuiu drasticamente com a triagem pré-natal eficaz e o uso de agentes antimicrobianos profiláticos em recém-nascidos. A apresentação clínica começa com uma alta conjuntival bilateral hiperaguda que aparece nas primeiras 24 a 48 horas após o parto.

A formação da membrana conjuntival não é incomum. Esse tipo de infecção pode penetrar uma superfície epitelial intacta e rapidamente invadir a córnea, causando ulceração, perfuração e endoftalmite se não for prontamente tratada. Outras infecções gonocócicas localizadas, como rinite e proctite podem estar presentes, bem como a infecção disseminada rara, porém mais grave, com artrite, meningite, pneumonia e septicemia, o que pode levar à morte do bebê.


Recém-nascido com conjuntivite. (Foto/Reprodução/Portal da Visão)


Já a conjuntivite gonocócica adulta (CG) é caracterizada por alta purulenta profusa, quadro conjuntival grave e edema acentuado das pálpebras. No início do curso, a conjuntivite gonocócica adulta é limitada às superfícies mucosas. Casos raros de infecção assintomática têm sido descritos, mas a prevalência desse tipo ou minimamente sintomática é desconhecida. Alguns casos podem ser complicados por extensão para o epitélio da córnea, levando a diferentes graus de quimiose e ceratite estromal ou epitelial. O grau de envolvimento da córnea varia consideravelmente.

Devido ao risco de progressão da infecção gonocócica disseminada, os recém-nascidos com a doença devem ser abordados como casos emergentes que justificam internação e observação. O tratamento mais eficaz para o problema é a prevenção, e recomenda-se que as mulheres sejam rastreadas para gonorreia e outras infecções sexualmente transmissíveis se consideradas de alto risco (histórico prévio de IST) e devem ser tratadas adequadamente. No entanto, casos de recém-nascidos podem ocorrer mesmo com medidas preventivas adequadas.

 

Foto destaque: Jovem com conjuntivite (Reprodução/WebGestor)

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