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Caribe Amazônico: Operação da PF expulsa garimpeiros de terras indígenas

Porta voz do Greenpeace Brasil, fala sobre laudo pericial da Polícia Federal que apontou garimpo ilegal e desmatamento como causa da mudança de coloração da água em Alter do Chão, no Pará.

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21 Fev 2022 - 15h43 | Atualizado em 21 Fev 2022 - 15h43

No último dia 13, a Polícia Federal realizou uma megaoperação no combate ao garimpo ilegal na Amazônia. A operação denominada Caribe Amazônico. Reuniu o Ibama, as Forças Armadas, a Força Nacional e a Polícia Rodoviária Federal, no rio Tapajós (PA).

Os agentes encontraram maquinário e instalações com infraestrutura, no meio da selva, encontraram de igreja até supermercado. De acordo com laudo da PF, concluiu que a contaminação da água em Alter do Chão, no Pará derivou se do garimpo ilegal e do desmatamento.

De acordo com a reportagem, exibida ontem pelo Fantástico, da Tv Globo, os agentes destruíram todo o equipamento encontrado dentro das áreas de preservação. Motores que bombeavam águas das cavas ao combustível para abastecer esse maquinário, por exemplo, foram desmanchados pelos agentes.

A perícia vem analisando os dados e imagens coletadas desde junho do ano passado a janeiro de 2022, no qual mostra o avanço dos dejetos desde os rios em Mato Grosso até os rios Crepori e Jamanxim.


Garimpo ilegal na Terra Indígena Munduruku, município de Jacareacanga. (Foto: Reprodução/ Marizilda Cruppe/Amazônia Real)


Conforme a conclusão do laudo da PF, o desmatamento causado nas margens dos rios acima citados favorece o deslocamento de minerais presentes no solo de material arenoso, argiloso. Os minerais são carregados até a água, e ficam emersos por mais tempo, percorrendo longas distâncias.

O porta voz e ativista do Greenpeace Brasil, Danicley Aguiar, explicou como o desmatamento e o garimpo estão prejudicando a área.

Estão colocando em xeque os milhares de empregos gerados pelas cadeias produtivas do ecoturismo e da atividade pesqueira, desta forma, não destrói apenas o meio ambiente, mas também o emprego de milhares de amazônidas

Para o ativista, é fundamental que sejam realizados investimentos em cadeias produtivas capazes de oferecer aos garimpeiros uma opção para que possam obter sustento de forma digna mas sem esquecer da preservação da floresta. E complementa, “é necessário o investimento no ecoturismo que se desenvolve na região do Baixo Amazonas”.

Foto Destaque: Área de garimpo na região do rio Cabitutu, que deságua no Tapajós / Foto/ Reprodução: Vinicius Mendonça/IBAMA.

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