Money

Bitcoin despenca em seu valor desde o último bimestre

FED – (Sistema de Reserva Federal dos Estados Unidos), o Banco Central americano, eleva taxa de juros e contribui a pressão contra valorização das criptomoedas

3 min de leitura
10 Jan 2022 - 19h45 | Atualizado em 10 Jan 2022 - 19h45

Desde o início do último bimestre de 2021 o Bitcoin não havia apresentado uma perda tão significativa de seu valor, atingindo a casa dos aproximadamente US$ 41 mil. Até então, esse resultado negativo corresponde a em menos 37%, quando outrora, registrou a máxima de US$ 58 mil.

Outras criptomoedas também apresentam resultados abaixo. Há uma pressão para a venda. Na última sexta-feira (7), a criptomoeda Ethereum caiu por volta dos 3,16%, a Solano foi abaixo com 4,44% e o Binance Coin, reduziu 1,44% de seu valor. Segundo a Forbes, a explicação para o que está acontecendo se dá pelo fato de que, em primeiro lugar, há um peso sobre a valorização dessas moedas virtuais.

Dessa forma, o Banco Central americano (FED), “vira o jogo” em sua política econômica na busca do controle da alta dos preços, a inflação. Ainda segundo a Forbes, “Em março passado, o Fed prometeu não aumentar as taxas até 2024. Hoje, seus funcionários marcaram três aumentos nas taxas somente este ano. E o mercado vê uma forte possibilidade de que o primeiro aumento ocorra na próxima reunião em março”.


Bitcoin apresenta resultados negativos (Foto:Reprodução/Investin.com)


Como esses aumentos de taxas há leves indícios não tão positivos para a criptomoeda número um do mundo, Biticoin. Essa volatilidade no valor do criptoativo aponta que seu comportamento é relativo a ações de tecnologia e não tanto “seguro” como se imaginavam. E isso se dá porque, as elevações de taxas tendem a atingir com mais força ações de tecnologia.

“Na verdade, a queda recente do bitcoin coincidiu com o rendimento do Treasury de 10 anos subindo de 1,52% em 31 de dezembro para 1,71% atualmente. E os preços das criptomoedas estão intimamente correlacionados ao índice Nasdaq, que reúne as principais empresas de tecnologia dos Estados Unidos”, aponta a Forbes.

Em uma outra narrativa, aponta-se que devido ao caos presenciado nas últimas semanas no Cazaquistão com interrupção nacional de acesso à internet, contribuiu para a paralisação de 18% força global de garimpo. Visto que, no Cazaquistão, se encontra um dos principais (se não o segundo) centros de hash rate após a coibição da China para criptomoedas.


Bitcoin em queda (Foto:Reprodução/InfoMoney)


“A hash rate não está diretamente relacionada ao preço do bitcoin, mas dá uma indicação da segurança da rede, então uma queda pode assustar os investidores no curto prazo”, escreveu Marcus Sotiriou, trader da GlobalBlock, em um e-mail para a CoinDesk.

Dada as narrativas, a perspectiva externa aponta para o “medo” e aumenta um certo pessimismo no comércio das moedas virtuais. Incluindo uma possível queda na casa dos US$ 30 mil no preço do Bitcoin. Para Crypto Ed, em um alerta feito no Twitter, “[O bitcoin] pode até cair mais com uma liquidação maior, abaixo dos níveis de setembro”, previu ele, que é um dos players no ramo das criptomoedas, na quinta-feira (6).

Para o criador da plataforma Nexo, Antoni Trenchev, empresa de empréstimo de criptos, “poderia ficar feio, sendo possível chegar a US$ 35.000 ou menos”. Disse ele à Bloomberg. A Crypto Fear & Greed Index, em meio a tudo isso, aponta que há um receio além do comum ou “medo extremo”.

 

Foto destaque: Bitcoin em um gráfico de queda. Reprodução/UniBtc Universidade do Bitcoin

LEIA MAIS

Deixe um comentário