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Bichectomia pode não ser a melhor opção e trazer riscos à saúde

A bichectomia foi banalizada e enaltecida por celebridades de forma cega, segundo profissionais. Cada ser vivo possui formatos de pele diferentes e o procedimento pode trazer benefícios e malefícios. 

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24 Jan 2023 - 20h00 | Atualizado em 24 Jan 2023 - 20h00

O tecido gorduroso na boca foi descrito pela primeira vez em 1732, por Heister, que acreditava sustentar-se por uma estrutura de natureza glandular, alcunhando-a “glândula malar”. Só em 1802, Bichat conseguiu identificar a sua natureza adiposa. Existe uma estreita relação entre músculos da mastigação e a gordura bucal, ajudando os lactentes na sucção do leite por agir com um tecido de deslizamento. A sua projeção minimiza com o avanço da idade, tanto pela diminuição discreta de seu volume quanto pelo aumento facial em maior proporção.

A gordura de Bichat ocupa o local de mastigação, com relação ao ramo da boca, no nervo facial e com o ducto da parótida. Pesando em média 3,9g, ela apresenta 6mm de espessura geralmente. Costuma ter uma diferença de peso de 0,51g em média entre os lados esquerdo e direito.

Sua magnitude tem uma vulnerável correlação com a gordura total do corpo, apresentando dois compartimentos, castanho e outro branco-amarelado. A estrutura possui várias aplicações clínicas, incluindo o remate de fístulas oronasais, corrigindo defeitos intraorais, reparando defeitos do palato, revestindo os enxertos ósseos maxilares e corrigindo as fendas palatinas.

Desde que Egyedi descreveu esta técnica de fechamento de comunicações oroantrais em 1977, usando a gordura de Bichat pediculada, o procedimento mostrou-se útil na cirurgia oral reconstrutora. Dentro das últimas três décadas, vários autores buscaram o uso da gordura de Bichat para ocluir comunicações oroantrais de etiologia diversa, sendo elas crônicas, agudas ou recorrentes.

A bichectomia entrou na moda devido às celebridades e como consequência, houve uma banalização de seu uso. O procedimento é simples de fato. O profissional faz uma pequena cisão dentro da boca, retirando uma bola de gordura na região da bochecha, que se chama bola de Bichat. Após uns 45 minutos de cirurgia plástica (estimativa de tempo) e alguns dias de recuperação, a face fica mais contornada e menos arredondada.

Mas, caso o profissional atinja o nervo facial, a pessoa pode perder os movimentos do rosto de uma maneira irreversível, levando a deformações. Durante a bichectomia, o médico eventualmente lesiona o duto da glândula parótida, responsável pela produção de saliva, fazendo represar o líquido em um local inadequado, que favorece infecções. Tal risco pode ser ainda maior se considerar que, para evitar cicatrizes visíveis, os cirurgiões tendem a fazer incisões por dentro da boca, sendo um local com bactérias.


Como fazem o procedimento (Vídeo: Reprodução/ Histologia, Fisiologia & Anatomia/ YouTube)


Existem mais contras que prós, sem mencionar sintomas futuros que ainda não há comprovação médica como, por exemplo, essa bola de gordura funciona como um amortecedor de músculos faciais que participa da mastigação. É possível que a remoção dessa estrutura cause um desgaste na região ao passar dos anos. E também, as mudanças anatômicas que talvez culminem em desconforto no futuro. Todavia, faltam estudos que comprovem essas teorias.

Um bom resultado depende de uma denotação precisa para o procedimento. E nem todos os pacientes são candidatos à cirurgia, visto que alguns tendem a apresentam hipertrofia dos músculos masseter e pouco ou nenhum excesso das gorduras. Ao apresentar um resultado ameno, é importante estabelecer um diálogo adequado com o paciente, evitando a idealização do resultado.

Entretanto, nem todo profissional pensa desta maneira, assim como nem toda pessoa. O sentimento de parecer mais jovem conta muito e infelizmente os resultados não são 100% vantajosos. Consulte um especialista antes de tais procedimentos, como um dermatologista e um psicólogo. Médicos afirmam que a bichectomia pode causar flacidez, assim como outros sinais do envelhecimento precoce da pele, além daqueles já mencionados. A dermatologista também explica que o rosto é formado por diversos compartimentos de gordura, mantendo a sustentação da pele e dos músculos.

O procedimento pode custar em torno de R$5mil a R$10mil, depende muito da clínica e especialistas, mas sempre considere a saúde em primeiro lugar. Após realizar uma cirurgia de bichectomia, infelizmente, o paciente pode deparar com o arrependimento. Isso pode ocorrer e na maioria das vezes, quando a pessoa não pesquisa sobre o procedimento médico, as expectativas podem não ser atendidas.

Uma opção para quem não quer passar por cirurgia é o microfocado. Um tratamento estético indicado para quem busca a redução da flacidez e do rejuvenescimento fácil. Tal procedimento foi criado com objetivo de ser apenas um lifting sem cirurgia e de forma menos invasiva. A solução do ultrassom microfocado pode ser observado, normalmente após o primeiro mês de aplicação. Contudo, possui um efeito máximo de 4 a 6 meses após as sessões. Essa estimativa tem o efeito de lifting, estimulando à produção de colágeno, fazendo com que a duração seja de até 1 ano.

 

Foto destque: Modelo. Reprodução/ Ali Pazani/ Pexels

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