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Após gastos milionários com propaganda, PF vai investigar governo federal por superfaturamento

Membros do parlamento detectaram gastos milionários e superfaturamento na a produção de vídeos para publicidade. As produtoras dos audiovisuais foram contratadas pelo Ministério da Saúde e pela Secom. A Polícia Federal investigará o caso.

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29 Jun 2022 - 20h50 | Atualizado em 29 Jun 2022 - 20h50

Em outubro do ano passado, o deputado federal Elias Vaz (PSB-GO) e o senador Jorge Kajuru (Podemos-GO) apresentaram ao Ministério Público Federal (MPF) os dados de um suposto superfaturamento nos gastos do governo federal com propaganda política. Agora, em junho de 2022, a Polícia Federal oficialmente abriu uma investigação para averiguar as informações recebidas. A produção de vídeos publicitários demandou gastos milionários, o que foi logo identificado pelos parlamentares. Os responsáveis pela produção dos vídeos eram produtoras especializadas contratadas pela área da Saúde e pela Secretaria Especial de Comunicação (Secom). 

O dinheiro empregado na produção dos vídeos provém da Medida Provisória 942/2020, que dá autorização à Presidência da República a utilizar o capital em campanhas de enfrentamento à pandemia. Apesar da condição ser clara, o dinheiro e a MP foram utilizados para propaganda do próprio governo federal. A investigação provavelmente terá como foco as cinco empresas produtoras audiovisuais contratadas pelo governo. 


Bolsonaro é conhecido por gastos exorbitantes e mantidos em sigilo. Foto: Reprodução / Sergio Lima / Carta Capital


As irregularidades vão desde a cobrança de serviços que não foram prestados, passam por altos salários e número elevado de profissionais, equipamentos pagos e que não foram utilizados e o pagamento de valores muito acima dos de mercado. É dinheiro público usado de forma indevida, enquanto o povo sofre para colocar comida na mesa. O correto seria que os responsáveis devolvessem os recursos para os cofres públicos”, afirmam os parlamentares.

Entre os casos que foram levantados para apuração, vale ressaltar o caso de uma produtora que teria sido responsável pela realização de dois vídeos de 30 segundos para o Ministério da Saúde e a Secretaria Especial de Comunicação, que diziam respeito à volta das atividades econômicas no Brasil. Os vídeos de meio minuto custaram cerca de R$ 1,14 milhão aos cofres públicos.

Mesmo após ser procurado, o Planalto não se manifestou sobre o assunto.

 

Foto Destaque: Bolsonaro exibe cartão corporativo. Reprodução / Gazeta do Povo / Carolina Antunes / PR / Arte por Naiele Lopes

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