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Amazônia: Desmatamento atinge 876 km² em outubro e bate novo recorde

Greenpeace atribuiu o avanço do desmatamento à “política antiambiental” do governo e sinalizou que assinar acordo "não muda a realidade do chão da floresta"

3 min de leitura
14 Nov 2021 - 15h57 | Atualizado em 14 Nov 2021 - 15h57

Em outubro, o desmatamento da Amazônia Legal alcançou cerca de 876,56 quilômetros quadrados (km²), revelando os dados do Instituto de Pesquisas Espaciais (Inpe). Trata-se do maior nível de desmatamento já registrado em outubro, desde de 2016, e de um avanço equivalente a 5% em comparação ao mesmo mês do ano passado, quando a área sob alerta era de 853 km².

Entre os municípios com a maior área desmatada em outubro destacam-se: Altamira, Poral e Uruará, localizados no Pará; Porto Velho, em Rondônia; e Lábrea, no Amazonas. Somados equivalem a 26% do desmatamento total identificado no período.


As áres desmatadas nos municipios totalizam 26% do desmatamento total em outubro. (Foto: CPTEC/INPE)


O novo recorde foi divulgado poucos dias depois da declaração do ministro do Meio Ambiente, Joaquim Leite, na Conferência do Clima (COP-26), que garantiu a eliminação do desmatamento ilegal até 2028 e a redução de 50% das emissões de gases de efeito estufa até 2030. Recentemente procurado, o ministro disse que "não acompanhou” os dados divulgados pelo Inpe. "Quando eu voltar ao Brasil, vou falar com o ministro Anderson (Torres, da Justiça) para entender esses dados do Inpe. Não acompanhei esses números, estava focado nas negociações", afirmou.

Após a divulgação do Instituto, a ONG Greenpeace reforçou que “a verdade é que o desmatamento em outubro bateu mais um recorde e vem sendo impulsionado pela política antiambiental do presidente, do Ministério do Meio Ambiente com apoio de parte do Congresso Nacional”. Desde o atual governo, a Amazônia perdeu cerca de 26.193,97 km² de floresta, a área é maior que o estado de Sergipe.

 

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No COP-26, o Brasil assinou um acordo, chamado 'Forest Deal', para proteger a floresta Amazônica e zerar o desmatamento até 2030. Além do país, mais cem nações cumprirão com a decisão, que prevê a destinação de US$ 19,2 bilhões para ações relacionadas à preservação das florestas, reflorestamento, proteção de territórios indígenas e combate a incêndios.

"Assinar ou endossar os diferentes planos e acordos não muda a realidade do chão da floresta, onde o desmatamento e as queimadas continuam fora de controle, e a violência contra os povos indígenas e população tradicional só aumenta", disse o porta-voz da campanha Amazônia da ONG Greenpeace, Rômulo Batista, ao portal DW.

Segundo cientistas presentes na COP-26, a Amazônia está em “alerta vermelho” e somente com ações socioambientais concretas evitarão que a floresta não atinja um estado “catastrófico”. O alerta foi dado pelo Painel Científico da Amazônia que apontou que antes de 2050 a floresta pode perder até 70% de sua vegetação, a ponto de ser uma área deserta, caso as altas taxas de desmatamento e queimadas continuem.

Foto destaque: Amazônia. Reprodução: Reuters/ Bruno Kelly

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