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Aborto Legal: Suprema Corte Americana derruba lei que garantia o procedimento

Com a derrubada da Roe contra Wade, os Estados Unidos voltam à situação anterior a 1973, quando cada estado era livre para proibir ou autorizar o aborto

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29 Jun 2022 - 16h14 | Atualizado em 29 Jun 2022 - 16h14

A Suprema Corte americana derrubou nesta sexta-feia (24) a decisão conhecida como "Roe contra Wade", de 1973, que garantia nos Estados Unidos o direito ao aborto. Isso devolveu aos estados o poder de definir se permitem ou não a prática de interrupção da gravidez. Espera-se que a mudança leve à proibição do aborto em cerca de metade dos estados americanos.

A decisão coloca a suprema corte em desacordo com a maioria da opinião pública, que era a favor da preservação da decisão Roe contra Wade, de acordo com pesquisas de opinião.

O tribunal americano é formado por nove membros. Seis deles votaram a favor da derrubada da decisão Roe contra Wade, enquanto os outros três permaneceram ao lado dela.

O projeto foi vazado pela imprensa americana há cerca de um mês. Na ocasião, muitas pessoas foram às ruas e declararam tanto seu apoio quanto sua total revolta à decisão que permitia o aborto no país.

Atualmente, a Suprema Corte conta com uma maioria conservadora construída durante o governo do republicano Donald Trump. Entre 2017 e 2020, o ex-presidente americano indicou três pessoas alinhadas com sua visão política para o mais importante tribunal do país.


Manifestantes se posicionam em frente à Suprema Corte dos EUA. (Foto: Reprodução/Evelyn Hockstein/Reuters)


Um dos argumentos utilizados para por fim a Roe contra Wade é que o aborto não é previsto especificamente em lei e que a decisão de 1973 teria sido baseada em uma interpretação da constituição.

Com a derrubada da Roe contra Wade, os Estados Unidos voltam à situação anterior, de 1973, quando cada estado era livre para proibir ou autorizar o aborto.

Entre 26 estados conservadores, a maioria no centro e no sul do país, como Wyoming, Tennessee e Carolina do Sul, estão prontos para proibir a prática por completo.

Mas vários estados mais democratas, incluindo Califórnia, Novo México e Michigan, anunciaram rapidamente planos para garantir o direito ao aborto por lei.

Isso significa que mulheres que quiserem interromper a gravidez em estados onde a prática fica proibida terão que se deslocar às vezes por longos trajetos até chegarem a um local onde é permitido.

 

Foto Destaque: Manifestantes pró e contra aborto protestam em frente à Suprema Corte dos EUA, em Washington. Reprodução / Brendan Smialowski / AFP

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