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Solo do Rio Grande do Sul chega ao nível máximo de saturação da água

Análise revela solo encharcado no RS após enchentes e as áreas saturadas aumentam o risco de alagamentos; Chuvas intensas aumentam as chances de transbordamentos em Porto Alegre

24 Mai 2024 - 19h13 | Atualizado em 24 Mai 2024 - 19h13
Solo do Rio Grande do Sul chega ao nível máximo de saturação da água Lorena Bueri

Foi publicada, nesta sexta-feira (24), uma análise que informa a situação do solo do estado do Rio Grande do Sul que está encharcado em decorrência das enchentes. O estudo foi publicado pelo Laboratório de Análise e Processamento de Imagens de Satélite pela Universidade Federal de Alagoas.

Com as altas quantidades de chuvas que castigaram o estado gaúcho, a taxa de umidade do solo quase passava do limite de saturação, que é medida levando em conta a quantidade de água encontrada no solo em relação ao volume total do solo e água.

Sobre o solo

O coordenador do Laboratório de Análise e Processamento de Imagens de Satélite, Humberto Barbosa, afirma que, nas áreas em que o solo está mais saturado, a terra não é mais capaz de segurar a água, o que faz com que a mesma permaneça na superfície do solo, o que aumenta o risco de alagamentos.

Humberto Barbosa ainda conta: "Quando o solo está muito úmido, sua capacidade de absorver mais água, como faria uma esponja, diminui. Isso acontece porque o solo já está saturado; ele não está apenas úmido, mas atingiu seu limite de saturação, como uma esponja completamente encharcada". 

É possível perceber, no mapa, que algumas áreas estão menos saturadas de água, como na região sudoeste, o que permite que essas partes absorvam a água da região centro-leste, que possui mais água, segundo Barbosa, que cita: "Se Porto Alegre estivesse com o solo seco, essa água já teria percolado, ou seja, teria infiltrado no subsolo, alimentando o lençol freático com a água que vem da superfície"


Mapa de saturação do solo do Brasil (Foto: reprodução/Lapis/G1)


Mais chuvas

Na quinta-feira (23), a capital gaúcha enfrentou fortes chuvas, com um volume de mais de 100 milímetros em 15 horas na Zona Sul, conforme os dados do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), resultando em alagamentos em diversos bairros, inclusive em áreas que ainda não haviam sido afetadas pelas chuvas anteriores.

O diretor do Departamento Municipal de Água e Esgoto (DMAE), Maurício Loss, negou que houve um "colapso" no sistema de drenagem da cidade. Ele explicou que o problema decorreu do acúmulo de barro nas galerias pluviais devido às chuvas anteriores, obstruindo o fluxo de água.

Além disso, o DMAE apontou que o alto volume de chuvas, o acúmulo de lixo nas ruas e nas redes pluviais, combinado com as restrições nas estações de bombeamento, contribuíram para a dificuldade na drenagem da água, resultando em transbordamentos. Apenas 10 das 23 estações estavam operacionais, conforme informou Loss.

Foto destaque: sobrevoo sobre zonas alagadas(Reprodução/Giulin Serafim/PMPA)

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