O presidente Joe Biden disse em entrevista nesta quinta-feira (6) que, apesar da prerrogativa que lhe cabe, não perdoará seu filho Hunter Biden no caso dele ser culpado pelas autoridades federais, na acusação pelo porte ilegal de armas.
Uma luta contra as drogas
Esta é a primeira vez na história americana que o filho de um presidente em exercício é julgado. Biden expressou apoio a seu filho em muitas outras vezes e nesse momento diz se sentir orgulhoso pela recuperação dele do vício. Hunter já negou todas as três acusações, embora tenha confessado sua luta contra o álcool e as drogas.
Hunter Biden no Capitólio, em fevereiro/2024 (Foto: reprodução/Anna Moneymaker/Getty Images/Embed)
“Fui muito clara: o presidente não vai perdoar seu filho”, havia dito em dezembro a secretária de imprensa da Casa Branca, Karine Jean-Pierre. Agora, ao ser questionado por David Muir, da rede de televisão americana ABC, se rescindiria o perdão presidencial de Hunter Biden, o presidente disse “sim”. Também disse que aceitaria o resultado do processo, atualmente em andamento no estado de Delaware.
Toda essa situação trouxe um momento aflitivo para a família Biden, por reviverem a época que Hunter precisou lutar contra o vício em drogas, período que se seguiu à morte de seu irmão, Beau. Na segunda-feira (3), com o julgamento ainda em curso, Biden havia declarado: “Sou o presidente, mas também sou um pai. Jill e eu amamos nosso filho e estamos muito orgulhosos do homem que ele é hoje”.
Presidente e pai
Como pai, Biden disse que tem amor ilimitado pelo filho, tem confiança nele e respeito por sua força. Afirmou ainda que a família passou por muitos problemas, mas “Jill e eu continuaremos lá com Hunter, com nosso amor e apoio”, concluiu.
Jill Biden, a primeira-dama, fez presença no tribunal quando do julgamento antes de juntar-se ao marido que está na França, por conta das celebrações do Dia D. Naquele dia, 06 de junho de 1944, os aliados desembarcaram na Normandia para derrotarem os nazistas na 2ª Guerra Mundial.
Foto Destaque: presidente americano em Colleville-Sur-Mer, França, em 06jun (Reprodução/Win McNamee/Getty Images Embed)