A Polícia Federal irá tentar ao máaximo fazer a identificação dos doadores dos R$ 17 milhões que o ex-presidente Jair Bolsonaro obteve por meio de Pix no começo do ano. Os investigadores querem identificar fraudes e apurar o eventual crime de lavagem de dinheiro, conforme informação da CNN Brasil.
Fabio Wajngarten, advogado de Bolsonaro, nega quaisquer alegações, afirmando que a chance de serem encontrados depósitos de origem duvidosa na conta do ex-presidente é de "zero, zero". Segundo ele, esses depósitos são principalmente de pequenos valores, que vão entre: R$ 2, R$ 20 até mesmo R$ 200.
Jair Bolsonaro. (Foto: Reprodução/Poder 360)
Quebra de sigilo
A PF pretende contribuircom o Ministério Público Federal para acessar o Simba (Sistema de Investigação de Movimentações Interbancárias). A ferramenta criada em 2007 faz com que tenha uma comunicação entre os dados do investigado que teve o sigilo quebrado, as autoridades e os bancos. Considerando que muito dinheiro foi transferido em pouco tempo, levanta a suspeita do uso de “laranjas” com o intuito oficializar, por meio dos depósitos, um recurso que na verdade era de caixa dois.
A informação de que o pai do ex tenente-coronel Mauro Cid, guardava cerca de US$ 25 mil, em dinheiro vivo, para entregar a Bolsonaro depois da venda de joias no exterior fez com que as suspeitas aumentassem cada vez mais. De acordo com relatório passado pelo Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras), referente ao deposito de milhões, feito a ele, nos seis primeiros meses de 2023. As movimentações estranhas podem estar atreladas à vaquinha feita por apoiadores para quitar as multas de Bolsonaro com a Justiça.
Sobre a apuração
Os responsáveis pela apuração vão checar cada um dos CPFs dos doares para verificar as origens dos recursos enviados para o ex-presidente. A hipótese da cooperação é que parte do valor foi utilizado para “esquentar” o dinheiro vivo recebido pela família Bolsonaro, com o suposto esquema de presentes oficiais no exterior.
Foto destaque: Jair Bolsonaro. Reprodução/Tânia Rego/Agência Brasil