Foi condenado pela justiça do Distrito Federal, André Felipe de Souza Pereira Alves, o homem que divulgou as fotos dos corpos mortos dos cantores Gabriel Diniz e Marília Mendonça. Em sua sentença, o magistrado afirma que o réu agiu para humilhar e ultrajar os artistas.
O crime de vilipêndio a cadáver, que é o da divulgação de fotos dos mortos, foi apenas um entre tantos outros dos quais André foi condenado. O homem havia sido preso no dia 17 de abril desse ano, e confessou em maio que havia vazado as fotos dos cadáveres dos artistas enquanto estavam sob autópsia no Instituto Médico Legal. O acusado foi condenado ao todo a ficar em oito anos de reclusão e dois anos e três meses de detenção por conta de outros delitos.
Outros crimes julgados
André foi julgado e condenado no mesmo processo por outros crimes, como xenofobia, divulgação de nazismo, racismo contra nordestinos, incitação ao crime e atentado contra serviço de ordem pública, (escolas). Esses delitos foram cometidos na sua rede social Twitter, atual X. Ele usava a rede social para atacar estrangeiros, divulgava ameaças e atentados a escolas e utilizava na foto de perfil um personagem em alusão a Adolf Hitler.
O homem também foi condenado por uso de documento falso, pois no ato de sua prisão, ele apresentou um documento de material verdadeiro, porém o CPF que constava era o de uma outra pessoa.
O que diz a defesa
A Defensoria Pública do Distrito Federal, que defendeu André afirmou que não irá se manifestar sobre o processo e nem sobre a condenação, pois o mesmo ocorre sob segredo de justiça.
Gabriel Diniz morto em 2019 também teve suas fotos vazadas depois de morto (Foto: reprodução/X/@SBTonline)
Sentença do juiz
O juiz afirma na sentença que a natureza das fotos e os comentários realizados pelo réu André Felipe de Souza Pereira Alves na então rede social Twitter teve o objetivo de humilhar e ultrajar os artistas mortos, pois eles tinham grande apreço junto ao público e a divulgação comprova o dolo penal.
Cumprimento da pena
André Felipe irá cumprir sua pena em regime semiaberto. As condenações foram dois anos de detenção por vilipêndio a cadáver, dois anos de reclusão por divulgação de nazismo, dois anos de reclusão a nordestinos, dois anos de reclusão por xenofobia, um ano de reclusão por uso de documento falso, três meses de reclusão por incitação ao crime e um ano de reclusão por crime de atentado contra serviço de utilidade pública, totalizando oito anos de reclusão e dois anos e três meses de detenção.
Foto destaque: Marília Mendonça. Reprodução/X/@MariliaMReal