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Élcio Queiroz escapa de júri popular e recebe mais 8 anos de prisão após delação

A delação de Élcio Queiroz, que levou a mais informações sobre o assassinato de Marielle Franco e seu motorista, rende benefícios ao ex-PM e proteção a sua família.

25 Jul 2023 - 14h11 | Atualizado em 25 Jul 2023 - 14h11
Élcio Queiroz escapa de júri popular e recebe mais 8 anos de prisão após delação Lorena Bueri

Após a chamada “delação premiada”, em que admitiu sua participação e levou a mais informações sobre outros acusados, o ex-PM Élcio Queiroz receberá mais oito anos de prisão, somados aos quatro já cumpridos, sem a necessidade de ser submetido a júri popular, outra condição do acordo de delação.

Além disso, a pena será integralmente cumprida em penitenciária estadual, cujo nome ainda não foi revelado. Sua família também receberá proteção em caso de possível retaliação vinda de outros suspeitos do caso, em acordo homologado pela Justiça. Atualmente, Élcio está em uma penitenciária federal.


Parceria de Ronnie Lessa e Élcio Queiroz é apontada como quebra de confiança com a delação de Élcio (Foto: Reprodução/TV Globo)


A delação 

Élcio Queiroz decidiu colaborar com a investigação sobre as mortes de Marielle Franco e Anderson Gomes, e, além de admitir sua participação no crime, revelou que Ronnie Lessa foi o responsável pelos disparos que mataram a vereadora e seu motorista, em 2019.

Preso há quatro anos, o motivo da delação de Élcio ter sido realizada agora foi explicado pelo delegado Jaime Cândido, em entrevista coletiva nesta segunda-feira (24). “O convencimento do Élcio (para delatar) foi porque o Ronnie garantiu que não tinha feito pesquisa em Marielle e isso gerou uma desconfiança por parte de Élcio”, declarou. A informação em questão foi desmentida pelas investigações.

Outra causa para a delação é o avanço nas investigações, além dos benefícios recebidos para julgamento e cumprimento de pena. Antes, ambos os acusados seriam levados a júri popular pelas acusações, mas os julgamentos ainda estão sem data prevista.

Novas informações reveladas

Dentre os detalhes do atentado, Élcio relatou que Ronnie havia confirmado que a vítima estava saindo da Casa das Pretas antes do crime, além de ter apontado para identificar Marielle. Sua função, como admitiu Élcio, era dirigir o carro enquanto os disparos eram feitos.

Além disso, Queiroz também falou sobre o envolvimento de Maxwell Simões Corrêa, o Suel, preso durante a Operação Élpis, nesta segunda-feira (24). Maxwell seria o motorista da primeira tentativa de assassinato de Marielle, em 2017, crime organizado por Lessa e pelo PM Edmilson, morto em 2021.

Élcio relatou toda a dinâmica do crime à Polícia Federal. Os detalhes do dia do assassinato ajudam a mapear a ação dos envolvidos e podem levar à investigação de detalhes sobre o possível mandante das mortes.

Foto destaque: Élcio Queiroz realiza delação premiada após 4 anos preso. Reprodução/Tribunal de Justiça.

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