Chegou o dia da Finalíssima. Itália e Argentina disputam, nesta quarta-feira (1), às 15h45 (de Brasília), no Estádio de Wembley, em Londres, o título que marca o encontro entre a campeã da Eurocopa e a campeã da Copa América.
A Finalíssima estava suspensa desde 1993, quando era conhecida como Troféu Artemio Franchi. O evento é um torneio organizado em pareceria entre Uefa e a Conmebol, que reúne os campeões continentais das duas confederações.
Quando a partida foi anunciada, o cenário era de um encontro entre duas das equipes favoritas ao título da Copa do Mundo. No entanto, as coisas mudaram. A Itália, que até pouco tempo detinha o recorde histórico de invencibilidade (37 jogos), não conseguiu ter um bom desempenho nas Eliminatórias e, após derrota para a Macedônia do Norte na repescagem, não se classificou para a Copa do Mundo pela segunda vez seguida.
Taça da Finalíssima será disputada entre Itália e Argentina. (Foto: Reprodução/ Uefa/ Getty Images)
O desastre nas Eliminatórias antecipou o fim de um ciclo na Azurra, que passará por uma renovação. O jogo contra a Argentina marcará a despedida do zagueiro e capitão Chiellini, que irá se igualar a De Rossi como o quarto maior jogador em partidas disputadas pela seleção italiana – 117 jogos. Sobre o encerramento de um ciclo na Itália, o técnico Roberto Mancini comentou:
“É o jogo que fecha um ciclo, que honra um time campeão da Europa e um capitão como Chiellini. A partir da próxima partida, incluiremos jovens para ver o quanto são valiosos e buscar novas soluções. Sempre usarei um, dois ou três jovens. Jogaremos sempre para vencer, não para realizar experimentos, mas o horizonte deve ser o futuro. Queremos construir a seleção que vencerá a próxima Copa do Mundo”, afirmou Mancini.
Do outro lado, o clima é totalmente diferente. O time de Lionel Scaloni entra em campo com o status de seleção há mais tempo sem perder no mundo – posto que pertencia à Itália. São 31 jogos de invencibilidade, contando 20 vitórias e 11 empates. A última derrota da Argentina foi contra o Brasil, pela semifinal da Copa América de 2019.
Jogadores de Itália e Argentina se cumprimentam em treino antes da decisão. (Foto: Reprodução/ Twitter)
O título da Copa América encerrou um jejum de quase 30 anos dos argentinos e serviu para dar confiança e entusiasmo ao ambiente da seleção, que se prepara para a Copa do Catar em grande fase, completamente distinto do cenário do último Mundial, em 2018. Contudo, o técnico Lionel Scaloni prefere evitar o excesso de otimismo e declarou o jogo contra a Itália será um excelente desafio para sua equipe.
“O importante aqui é não se sentir invencível. Sentir que somos os campeões, sim, é bom que as pessoas gostem do que foi conquistado, mas o caminho continua. Não podemos nos acomodar com isso. É preciso competir e jogar. É um jogo em que há o risco de derrota”, disse o treinador.
O jogo terá transmissão da ESPN (TV fechada) e do Star+ (streaming).
Fica técnica da partida
ITÁLIA X ARGENTINA
Data: Quarta-feira, 1 de junho de 2022
Hora: 15h45 (de Brasília)
Local: Estádio de Wembley, Londres (ING)
Transmissão: ESPN e Star+
Arbitragem: Piero Daniel Maza Gómez (CHI)
Assistentes: Christian Schiemann (CHI) e Claudio Ríos (CHI)
Prováveis escalações:
ITÁLIA: Donnarumma; Di Lorenzo, Bonucci, Chiellini e Emerson Palmieri; Pessina, Jorginho, Barella; Bernardeschi, Scamacca e Insigne. Técnico: Roberto Mancini.
Desfalques: Immobile.
Argentina: Emiliano Martínez; Molina, Romero, Otamendi e Tagliafico; De Paul, Guido Rodríguez e Lo Celso; Messi, Lautaro Martínez e Di María. Técnico: Lionel Scaloni
Desfalques: Paredes e Montiel.
Foto Destaque: Messi e Roberto Mancini se cumprimentam antes da decisão. Reprodução/ Claudio Villa/ Getty Images.