O comando do técnico Cuca pelo clube paulista não durou nem mais que dois jogos. O recém chegado não aceitou receber protestos contra sua contratação. As revoltas dos torcedores partiam de uma acusação de estupro por Cuca na Suíça em 1989.
Jornal em que relatava o caso de estrupo de Cuca / Reprodução: Mundo Rubro Negro
O técnico disputou sua última partida contra o Remo nesta quarta-feira pela Copa do Brasil em que o Corinthians garantiu sua classificação nos pênaltis. Pós fim de jogo, Cuca falou sobre sua decisão, veja as falas:
“Eu saio neste momento, não é pelo o que eu queria. Se espera uma vida inteira para estar aqui. É um pedido da minha família. "Pai, vem, estamos precisando". Amanhã estou em casa” – Disse o treinador.
“Não esperava a avalanche que aconteceu aqui. São coisas já passadas há muito tempo, ressurgidas como se tivessem acontecido hoje. Fui julgado e punido pela internet. “ - Completou Cuca.
O presidente do Corinthians, Duílio Monteiro falou sobre a decisão do treinador. Acompanhe:
“São os novos tempos. Não quero entrar no mérito agora, mas acho que foi um exagero, um massacre em cima dele e do Corinthians, em cima de mim também... Ele infelizmente não tem condições de seguir. O Cuca conversou comigo ontem, já vinha falando durante a semana que estava muito pesado. A gente via que ele estava muito sentido e sem condições de seguir trabalhando". – Afirmou o presidente.
O protesto em questão se referia quando Cuca foi preso por 1 mês na Suíça em 1987, em que foi acusado de abusar sexualmente de uma menina de 13 anos. O técnico foi condenado a 15 meses de prisão por atentado ao pudor com uso de violência, mas nunca cumpriu a pena pelo fato do Brasil não extraditar seus cidadãos. Seu julgamento só foi realizado dois anos depois do escândalo.
Foto Destaque: Cuca autuando pelo Corinthians / Reprodução: Jovem Pan