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Troca de smartphones a cada 2 anos tem custo ambiental elevado

A fabricação de um único aparelho celular começa a partir da extração de minérios que após a distribuição, é refinado para aplicação no smartphone. Todo o processo gera bombardeios de gases causadores do efeito estufa.

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13 Dez 2022 - 17h00 | Atualizado em 13 Dez 2022 - 17h00

Em Outubro, a associação internacional Weee Forum, divulgou o relatório de um estudo que estima o descarte de 5 bilhões de celulares em 2022. Esta estimativa foi baseada em dados do comércio internacional, o estudo ainda sugere que se os celulares fossem empilhados uns em cima dos outros, juntos formariam uma torre de 50 mil quilômetros de altura. Entre aparelhos descartados e em atividade, estima-se a existência de 16 bilhões de celulares no mundo.

Cole Stratton, da Indiana University Bloomington e especialista em cadeias de suprimentos de tecnologia explica que “Os smartphones parecem tão pequenos e inconsequentes, então, a menos que você tenha estudado as cadeias de suprimentos e percebido tudo o que envolve criá-los, você realmente não tem noção de como essas coisas são ambientalmente devastadoras”.


Mundo dentro do smartphone. (Foto: Reprodução/Pixabay)


A Swappie, empresa que iniciou suas atividades em 2016, onde reforma e vende iPhones, estimou que 1,4 bilhão de novos aparelhos serão distribuídos pelo mundo, este valor é acompanhado de outro, o total de 146 milhões de tonelada de gases causadores do efeito estufa, onde mais de 80% vêm do extração, fabricação, remessa e o uso do aparelho no primeiro ano.

O descarte reflete a alta aquisição de novos aparelhos, além do impedimento dos fabricantes quanto ao conserto dos aparelhos, sendo mais fácil trocá-los em vez de consertar os celulares. 

Em entrevista à CNN, a diretora de operações da empresa finlandesa, Emma Lehikoinen, explica que: “Muitas pessoas não sabem o impacto real que a compra de um novo smartphone realmente tem no meio ambiente”. A executiva continua sua fala se referindo ao direito de consertar, aplicando os aparelhos recondicionados que, por sua vez, não geram tanto dano quanto novos celulares.

O direito de consertar tem crescido ao longo dos anos. Os defensores deste direito solicitam leis que exijam dos fabricantes a liberação de ferramentas, peças e manuais para que o reparo necessário seja feito por oficinas ou pelos próprios usuários.

A Swappie ainda explica que em 2021, a pegada climática de um aparelho recondicionado foi 78% menor que um aparelho novo.

 

Foto Destaque: Celular com tela quebrada. Reprodução/Pixabay

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