Mundo Animal

Tamanduá-bandeira albino é encontrado no Mato Grosso do Sul

Único de sua espécie conhecido no mundo todo é encontrado no cerrado brasileiro e vira alvo de estudos de cientistas e pesquisadores

3 min de leitura
22 Dez 2022 - 11h30 | Atualizado em 22 Dez 2022 - 11h30

O animal foi encontrado junto com a mãe, por funcionários de uma fazenda na região de Três Lagoas, 330km da capital Campo Grande, quando ainda tinha oito meses de vida. O animal que recebeu o nome de Alvin, possui as peles claras devido a esse distúrbio genético que limita a produção de melanina, diferentemente da sua mãe, que possuía as peles comuns a espécie, com tons cinza, para que o animal se camufle em meio ao cerrado.


Alvin possui os pelos claros e olhos avermelhados (Arquivo Pessoal/Instagram Luciano Candisani)


A espécie está ameaçada de extinção devido a alguns fatores, como a caça, e principalmente por causa da destruição do cerrado. De acordo com estudos feitos, é estimado que a espécie tenha perdido mais de 30% da sua população só nos últimos dez anos.
Inclusive, estudos também afirmam que no Mato Grosso do Sul, só existem ainda 16% de toda a vegetação original do cerrado, e que o resto da sua vegetação foi destruída para dar lugar a agropecuária.


Por isso, os pesquisadores do Instituto de Conservação de Animais Silvestres (ICAS), que estão responsáveis para solucionar os mistérios envolvendo o caso de albinismo nesse animal, possuem uma teoria de que esse desmatamento do cerrado, é um dos principais fatores para esse distúrbio genético.


Um dos motivos para que os pesquisadores acreditam nessa teoria, se deve pelo fato de que o Alvin, não foi o primeiro tamanduá-bandeira albino a ser descoberto na região. Em agosto de 2021, outro animal foi descoberto na mesma região, porém já estava morto quando foi encontrado. Ainda assim, os pesquisadores do ICAS conseguiram coletar amostras do animal para estudos.
Nina Attias, bióloga e pesquisadora do ICAS, acredita que esse animal seja irmão de Alvin, mas que para se ter certeza, é preciso comparar os materiais genéticos de cada animal, porém, o fato de existirem dois albinos, na mesma região, é pouco provável que seja só uma coincidência, ou seja, ambos ou são filhos do mesmo pai, ou da mesma mãe, e é aqui que entra a questão do desmatamento.


É sabido que tamanduás não são animais monogâmicos, possuindo diversos parceiros ao longo da vida. Porém, com o desmatamento do cerrado, o habitat natural dos animais ficou muito restrito a uma pequena porção de terra, e com a extinção da espécie, há menor variabilidade genética coexistindo.


Sendo assim, os pesquisadores acreditam que os animais começaram a praticar "endogamia", relação entre animais que possuem grau de parentesco. Quanto menor as opções de parceiro, é menor a variação genética da espécie na região, fazendo com que casos raros como dois albinos nascerem no mesmo local, em um curto período de tempo, seja possível.
Por fim, só resta os cientistas conseguirem nos próximos meses as respostas para todos esses questionamentos, e que Alvin consiga ter uma vida normal e saudável apesar de todos os problemas que ele poderá enfrentar devido ao albinismo.

 

Foto Destaque: Reprodução/Instagram 

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