Sofia Coppola volta a ser destaque em Festival de Cinema com “On The Rocks”

Publicado 29 de Sep de 2020 às 17:35

On The Rocks é uma “dramédia” norte-americana dirigida e escrita por Sofia Coppola. Depois de 17 anos, desde Encontros e Desencontros, Sofia reencontra também com Bill Murray. Mais uma vez Coppola mergulha na jornada por autoconhecimento em que o personagem está em constante busca por se conhecer.

O longa teve sua estreia no Festival de Nova York e já está ganhando vários elogios da crítica especializada e do público. Desde Encontros e Desencontros (2003) a diretora havia caído numa espécie de “limbo cinematográfico”. Caracterizado de produção leve e atraente, a diretora volta a ser destaque no tapete vermelho.

A história se passa em Nova York e acompanha Laura (Rashida Jones) em sua busca por entender o que está acontecendo no seu casamento: traição do marido, Dean (Marlon Wayans), desinteresse, falta de atração? Nessa trajetória de autoconhecimento, ela encontra no pai, Felix (Bill Murray), uma dupla nada convencional para tentar desvendar essa crise matrimonial. Confira o trailer:


(Reprodução YouTube/Movie Coverage)


Enfim, o longa promete nos dar uma boa história dosada de bom humor com um plano de fundo feminista. Ele estará disponível pela Apple TV+ em 23 de outubro. Enquanto ele não chega até nós, que tal relembrar um pouco do estilo cinematográfico da diretora? Segue a lista que mais define sua marca:

1.                  As Virgens Suicidas (1999)

2.                  Encontros e Desencontros (2003)

3.                  Um Lugar Qualquer (2010)

4.                  O Estranho Que Nós Amamos (2017)

 

A presença feminina no Oscar (ou seria ausência?)

Desde 1927, fundada em Los Angeles, o Oscar é a premiação mais importante com a tarefa de presentear o melhor que existe na indústria cinematográfica. Assim, o cinema reconhece prêmios como excelência e qualidade em suas produções. É apresentado pela The Academy Awards e hoje é o evento midiático mais televisionado do mundo. Enquanto assistimos à premiação da última edição deste ano, é nítido a discrepante rejeição da presença feminina, sobretudo na indicação de melhor diretora.

A primeira diretora vencedora do Oscar é Kathryn Bigelow, uma cineasta norte-americana que levou a estatueta pra casa por Guerra ao Terror (The Hurt Locker) em 2010. Bigelow disputou o prêmio com nomes como James Cameron por Avatar, e foi a quarta mulher a ser indicada à premiação. Em 1977, Lina Wertmüller com As Sete Belezas de Pasqualino (Pasqualino Settebellezze) foi o primeiro nome a despontar nas indicações, depois em 1994 tivemos Jane Campion com O Piano (The Piano) e, em 2004 Sofia Coppola disputou o prêmio com Encontros e Desencontros (Lost in Translation).


Cineasta Sofia Coppola em cerimônia de premiação. (Foto: Reprodução/Foto de Stephane Cardinale/Nylon)


Até hoje, quando o Oscar começa a se aproximar de seu centenário – a sua 92ª edição ocorrida neste ano –, apenas uma mulher foi premiada por seu trabalho cinematográfico. Poucas são indicadas e lembradas.

Sobre On the Rocks, em seu twitter, Menzel diz que “é o melhor filme de Sofia Coppola desde Encontros e Desencontros. Uma carta de amor irresistível e charmosa para o complicado relacionamento entre um pai e uma filha. Rashida Jones e Bill Murray estão incríveis juntos e fazem uma dupla perfeita. Um dos meus favoritos de 2020”, segundo Scott Menzel via twitter.

 

(Foto destaque: Cena de "On The Rocks". Reprodução/Apple TV+)

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