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Situação dos rios pode ter influenciado tragédia em Petrópolis

Três rios em Petrópolis, segundo pesquisa da UFRJ, não estavam em uma situação favorável. Isso pode ser um dos fatores que explicam a tragédia que o município enfrentou.

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23 Fev 2022 - 19h32 | Atualizado em 23 Fev 2022 - 19h32

Quitandinha, Palantino e Piabanha, os três principais rios que cortam a cidade de Petrópolis no Rio de Janeiro, perderam suas ilhas fluviais, não apresentam a mesma sinuosidade e estão com 56% de sua vegetação original anulada.  Os dados são de uma pesquisa feita por estudiosos da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), em 2019, e pode ser um dos fatores que explicam a tragédia que o município enfrentou nos últimos dias. 

No rio Quitandinha, durante as enchentes da última terça-feira (15), a água subiu cerca de sete metros acima do normal, chegando a arrastar dois ônibus para o seu leito. O estudo revela que, no último século, os rio sofreram diversas alterações, sendo encurtados e suprimidos para que fosse possível construir casas, prédios e asfaltos. Foi possível chegar a essa conclusão, pois a cidade teve um planejamento urbano estabelecido por decreto imperial, o que significa que diversos documentos, ainda preservados, foram analisados e comparados com outros mais recentes.


Rio volta a inundar ruas em Petrópolis (Foto: Reprodução/Redes sociais via G1)


Segundo o autor do estudo, Manoel do Couto Fernandes, doutor em geografia e pesquisador do GeoCart, um laboratório de cartografia da UFRJ, os acontecimentos que o rio Quitandinha sofreu nos últimos anos explica essa elevação de água. “Hoje o rio tem extensões que não passam de 5 metros de largura, ou seja, toda essa malha fluvial foi descaracterizada, o rio foi estrangulado, por isso ele tem menos local pra acomodar água”, informou.

Fernandes explica o motivo da largura de um rio e a cobertura vegetal influenciar na água que passa pelo local. “A largura de um rio influencia diretamente a quantidade de água que por ele escorre. Se você tem um rio mais largo, ele comporta mais água. E a resposta da chuva num ambiente de vegetação é bem mais lenta do que num ambiente impermeável, de concreto ” ,ressaltou.

Assim, a pesquisa conclui que, se as Áreas de Preservação Permanente (APPs) em torno dos rios Quitandinha, Palantino e Piabanha e as áreas com inclinação, como topo de morros, montanhas e serras, estivessem livres da ocupação e intervenção humana, o estrago causado pela chuva seria significativamente menor.

 

Foto Destaque: Rio Quitandinha, no Centro de Petrópolis - Créditos: Andressa Canejo/Arquivo Pessoal

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