Saúde

Segundo pesquisadora, varíola do macaco tem taxa de reprodução baixa

De acordo com cientista responsável por monitorar a doença, o vírus da varíola do macaco tem uma taxa de transmissão insuficiente para causar uma pandemia. A pesquisadora avalia: 'Epidemia não decola'

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25 Mai 2022 - 09h33 | Atualizado em 25 Mai 2022 - 09h33

Com casos da varíola do macaco confirmados em 17 países, a Organização Mundial da Saúde (OMS) e as autoridades da área vêm expandindo a vigilância.

Bem como a Covid-19, trata-se de um vírus transmitido via secreções respiratórias e que causa sintomas como febre, mal-estar, dores no corpo e lesões que geralmente começam a se manifestar na cavidade oral. Isso é o que relata Giliane Trindade, membro do comitê do Ministério da Ciência e Tecnologia que monitora a comorbidade que, até agora, não apresenta casos no Brasil.

Conforme a pesquisadora de microbiologia da Universidade Federal de Minas Gerais, a taxa de reprodução do vírus não é suficiente para fazer uma epidemia se desenvolver. Giliane explica: “Esse vírus não é de transmissão facilitada. Ele não viaja pelos aerossóis como o Sars-Cov-2 viaja”. 

A profissional aponta para semelhanças e diferenças entre a varíola do macaco e a humana. No caso da última, essa tinha letalidade de até 30% e foi uma das doenças que “mais impactou a humanidade”, lembra a pesquisadora. O vírus que avança atualmente pode provocar a morte de 1% a 10% dos infectados.


Campanha de vacinação global foi o que garantiu a erradicação da varíola humana em 1980. (Foto: Reprodução/BBC News)


A varíola humana, só no século 20, segundo cálculos, matou cerca de 300 milhões de pessoas. Tal doença tornou-se a primeira a ser erradicada da história há mais de 40 anos, quando a OMS certificou o seu fim no ano de 1980, após campanha de vacinação global. 

Na atualidade, a varíola do macaco vem gerando preocupação e cientistas estão investigando o que está acontecendo. Analisando, principalmente, a transmissão desse vírus.

Em entrevista ao site BBC News, o diretor do Instituto Universitário de Doenças Tropicais e Saúde Pública das Ilhas Canárias, na Espanha, Jacob Lorenzo Morales afirma: “É um vírus que transmite muito bem entre animais, mas quando ele passa de animal para humano, ele não tem alta capacidade de transmissão”. 

De acordo com a BBC News, as autoridades médicas observam que não há muitas informações sobre possíveis rotas de transmissão entre humanos nos surtos da atualidade.  

Até onde se sabe, o vírus da varíola do macaco é transmitido por meio de contatos próximos a trocas de fluidos corporais. Alguns dos casos na Europa, inclusive, aparentam estar ligados com a transmissão sexual. 

 

Foto Destaque: Lesões causadas pela varíola do macaco. Reprodução/g1.

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