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Rio tem surto de influenza; sintomas podem ser confundidos com a Covid-19

Casos de Influenza A, um tipo de gripe, subiram na cidade do Rio de Janeiro nos últimos dias; a cobertura vacinal chegou a apenas 57% do público-alvo da campanha.

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24 Nov 2021 - 11h11 | Atulizado em 24 Nov 2021 - 11h11

Com um surto de influenza, a prefeitura do Rio de Janeiro recomenda que todas as pessoas com mais de seis meses que ainda não se imunizaram contra a gripe tenham sua caderneta de vacinação atualizada. A influenza é um vírus respiratório que possuí sintomas parecidos com o "novo coronavírus". 

Dados passados pela secretaria municipal de Saúde do Rio de Janeiro, na manhã desta quarta-feira (24), apontam que houve aumento no casos da doença; 38% dos atendimentos que chegam à rede municipal com sintomas respiratórios são causados pela influenza A. 


De acordo com Daniel Soranz, secretário municipal de Saúde, em crianças de seis meses a seis anos a gripe é mais grave assim também como em gestantes e idosos acima de 60 anos. Soranz enfatiza que evidências ainda não foram encontradas relacionadas ao limite de prazo para quem tomou há pouco tempo a vacina contra a Covid-19, logo para a pasta, o protocolo adequado é manter um intervalo de 15 dias para receber um novo imunizante. No município do Rio a aplicação das doses ocorrem nos postos de saúde e nas Clínicas da Família de segunda a sexta-feira, de 8h às 17h. 
 
Ainda segundo o secretário, uma cobertura vacinal do grupo alvo foi de apenas 57% da população. Apesar da campanha contra a gripe ter sido oficialmente encerrada em agosto, a prefeitura tem quase 400 mil doses e enquanto houver imunizantes segue a aplicação. Novas doses não foram solicitadas ao Ministério da Saúde pela prefeitura por não ter sido necessário ainda o pedido no entendimento das autoridades competentes.

Cobertura vacinal contra o vírus Influenza A. Foto: Reprodução/Flickr

Daniel Soranz acrescenta que não era esperado nessa época do ano o surto da influenza por ser uma característica do inverno, mas que outra doença respiratória poderia ressurgir quando fosse registrada uma redução nos casos da Covid-19. Poucos foram os episódios nos dois últimos anos o que aponta que muitos moradores ainda estão suscetíveis à doença. 
 
A primeira das duas formas de contaminação direta acontece quando a pessoa tem contato ao conversar, tossir ou espirrar com secreções das vias respiratórias de um infectado. Já de maneira indireta ao tocar em superfícies contaminadas e levar as mãos ao nariz, olhos ou boca. 
 

Os principais zintomas de Influenza são dor de cabeça; febre; dor nos músculos; fraqueza; calafrios; dor de garganta; tosse seca; falta de ar (dispneia); espirros e coriza. 
 
A Presidente da Sociedade de Infectologia do Estado do Rio de Janeiro, Tânia Vergara, orienta que as medidas de prevenção são as mesmas: ambientes arejados, higiene das mãos e uso de máscara. Para a infectologista o mais adequado é adotar condutas como as que ocorrem em países asiáticos como permanecer em casa se surgirem sintomas ou caso haja necessidade de sair usar a máscara. 
 
Foto Destaque: Rio enfrenta surto de influenza. Reprodução/Agência Brasil.

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