Notícias

Projeto Coralizar irá iniciar a recuperação de corais na área de Tamandaré

O projeto coralizar irá começar a recuperação de corais no município litorâneo Tamandaré no estado de Pernambuco, ao longo dos anos os corais vem se enfraquecendo podendo chegar a morte.

05 Jan 2023 - 21h10 | Atualizado em 05 Jan 2023 - 21h10
Projeto Coralizar irá iniciar a recuperação de corais na área de Tamandaré Lorena Bueri

O projeto Coralizar escolheu Tamandaré, um município litorâneo no sul de Pernambuco, para o projeto de recuperação de corais. A iniciativa se iniciou em 2019 e vem ampliando os locais de restauração. Para o ano de 2023 é esperado diversas ondas de calor para essa região e os corais já enfraquecidos e esbranquiçados podem acabar morrendo se não forem cuidados da forma certa. 


Recife de corais no Porto de Galinhas, atração principal dos turistas (Foto/Reprodução: Folha Vitória/Celso Martins)


O projeto contribuiu para o salvamento de aproximadamente 2.500 corais no Porto de Galinhas, também no litoral sul de Pernambuco, foram duas espécies restauradas: Millepora alciocornis e Mussismilia harttii. A Área de Proteção Ambiental (APA) Costas dos Corais, se estende a metade do litoral do estado de Alagoas e é a maior área marítima protegida do Brasil. 


Corais no litoral de Tamandaré esbranquiçado e enfraquecido (Foto/Reprodução: Fernanda Amaral)

Os recifes de corais são extremamente importantes para a manutenção de todo ecossistema marinho, acredita-se que 25% das espécies que vivem no oceano dependem dos corais em alguma fase da sua vida. Pesquisadores afirmam que os corais contribuem para o equilíbrio do clima em todo o mundo, funcionando como uma barreira natural na proteção de áreas costeiras, onde cerca de 60% da população brasileira vive. 

O branqueamento dos corais afeta o município de Tamandaré nos últimos anos, não há dados sobre a perda de corais, porém moradores do município afirmam que a redução no número dos recifes é visível. Com o projeto de restauração é esperado que haja a ampliação dos corais, beneficiando a biodiversidade local e também o turismo sustentável, mantendo a prática de mergulho nos corais como atração principal. 

A Mussismilia harttii é responsável para conservar os recifes na totalidade, já a espécie Millepora alciocornis, cresce de forma rápida facilitando o cultivo. Durante os anos de 2019 e 2020, as ondas de calor foram responsáveis pelo branqueamento e outros danos às espécies. 

“Precisamos ter um entendimento que os corais estão sob ameaça, e precisamos propor ferramentas efetivas para promover a sua resiliência”, afirma Rudã Fernandes, coordenador técnico da Biofábrica de Corais.

 

 

Como o laboratório funciona?

A recuperação dos corais é feita através da coleta dos animais que por algum motivo foram soltos das colônias, essa soltura acontece por motivos como ações mecânicas, ações humanas como choque de embarcações, remos e até pisoteamento e pelo fato mais comum que é o enfraquecimento do próprio coral. Ao chegar no laboratório os corais são cortados em partes menores sendo feito todo um processo de medição e pesagem, após esse processo os corais são levados para as mesas de cultivo, essas mesas são responsáveis na restauração dos recifes, fazendo com que os corais cresçam e se recuperem antes de voltarem para o mar. 

 

Foto destaque: antes e depois da região de corais entre Pernambuco e Alagoas (créditos: Camila Brasil/ Reefcheck/ Tams- UFPE)

Lorena Bueri CEO, Lorena Bueri, madrinha perola negra lorena bueri, lorena power couple, lorena bueri paparazzi, Lorena R7, Lorena Bueri Revista Sexy, Lorena A Fazenda, Lorena afazenda, lorena bueri sensual, lorena gata do paulistão, lorena bueri gata do paulistão, lorena sexy, diego cristo, diego a fazenda, diego cristo afazendo