Beleza

Produtos de beleza limpa enfrentam problemas de identidade

O termo "beleza limpa" movimenta um mercado bilionário que traz o conceito de produtos livres de ingredientes artificiais prejudiciais. Mas muitos deles não são realmente 'limpos'.

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14 Out 2021 - 20h19 | Atulizado em 14 Out 2021 - 20h19

Assim como é importante saber quais ingredientes estão presente nos alimentos que ingerimos, também é essencial estar por dentro das formulações que utilizamos em nossa pele. Com isso, o conceito de beleza limpa surgiu nos últimos anos. É um movimento de comercialização de itens de maquiagem e cuidados com a pele livres de ingredientes artificiais prejudiciais. São produtos sustentáveis, conscientes e mais seguros. 


Produtos de beleza limpa invadiram e dominaram o mercado (Foto:Reprodução/Herbivore Botanicals)


"Os consumidores estão mais informados do que nunca sobre o que estão colocando em seus corpos e na pele, e há um desejo de tomar decisões saudáveis e ecologicamente corretas", disse o dermatologista de Nova York Joshua Zeichner. 

Apesar da FDA ter regulamentos para assegurar que esses produtos não sejam adulterados, a agência não tem a obrigação de aprovar a maioria deles antes de estarem nas prateleiras à venda. Com isso, muitos fornecedores se focam naquilo que não está incluído, bem como em formulações e embalagens ecológicas. 

O conceito de beleza limpa fez com que as vendas em lojas de departamentos e lojas especializadas em beleza aumentarem em 33%, ou seja, US$1,6 bilhão, sendo que somente os produtos voltados para os cuidados da pele e maquiagem aumentaram em 20% cada. 


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As varejistas Sephora e Ultra Beauty denominam "limpos" todos os produtos se eles omitirem ingredientes conhecidos ou suspeitos de causar danos ao meio ambiente. Itens com formulações veganas ou que não tiveram testes em animais e embalagens ecológicas também são incluídos na categoria beleza limpa. 

Os produtos naturais não significam que sejam melhores ou mais seguros. Os óleos essenciais podem causar reações alérgicas e a maioria dos itens de beleza levam conservantes para evitar a contaminação microbiana. Ftalatos podem ser encontrados em esmaltes, spray de cabelo e embalagens plásticas, e parabenos são usados como conservantes. 

A União Europeia tomou uma postura agressiva em relação a esses produtos, enquanto a DFA ainda avalia se eles fazem algum mal ao organismo dos seres humanos. 

 

Foto destaque: Produtos de beleza limpa enfrentam problemas de identidade.Reprodução/Cosmetic Innovation

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