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Postagens falsas sobre Lula e fim do cristianismo deverão ser removidas, decide TSE

Para Maria Claudia Bucchianeri, ministra do Tribunal Superior Eleitoral, eleitores podem ser induzidos ao erro através de postagens com conteúdo falso que circulam pelas redes sociais

3 min de leitura
13 Out 2022 - 15h12 | Atualizado em 13 Out 2022 - 15h12

A eleição presidencial caminhou para o segundo turno no país e, como já acontecia antes da primeira etapa eleitoral, diversas informações falsas são compartilhadas sobre o assunto na internet. Desta vez, o candidato Lula foi o alvo das chamadas “fake news”, com uma suposta publicação na rede social Twitter em seu nome com a mensagem de que o candidato ganharia as eleições “com a ajuda do pai Xangô” e, que Lula acabaria com o cristianismo.

A defesa do candidato levou o caso à Justiça Eleitoral e a ministra Maria Claudia Bucchianeri determinou a remoção imediata do conteúdo das redes sociais. De acordo com ela, caso a postagem falsa não seja removida no prazo de 24 horas haverá uma multa de R$ 50 mil e multa de R$ 10 mil caso haja alguma nova postagem com o mesmo conteúdo.


Lula em pronunciamento (Foto: Reprodução/YouTube @Lula)


De acordo com a defesa do candidato petista, Lula nunca fez esse tipo de afirmação e várias agências de checagem de fatos também atestaram que o suposto tweet do ex-presidente é falso, nunca foi feito por ele. Em relação à temática religiosa, o candidato tem afirmado seu apoio às diferentes religiões e suas formas de expressão.

Para a ministra do TSE, “a desinformação se limita à difusão de mentiras propriamente ditas, compreendendo, por igual, o compartilhamento de conteúdos com elementos verdadeiros, porém gravemente descontextualizados, editados ou manipulados, com o especial intento de desvirtuamento da mensagem difundida, com a indução dos seus destinatários a erro”, disse.

Além disso, a ministra Maria Claudia Bucchianeri também reforçou sobre a gravidade da veiculação de conteúdos informativos falsos, com montagem de postagem inverídica por parte do candidato. Segundo ela a Justiça Eleitoral deve reprimir rapidamente a desinformação e a tentativa de desconstrução de figuras políticas através de fatos manipulados ou inverídicos, uma vez que configuram uma falha no livre mercado de circulação de ideias políticas, o que pode induzir os eleitores ao erro, comprometendo a liberdade de formação da escolha.

Foto destaque: Lula em Salvador antes do primeiro turno. Reprodução/Ag. A Tarde/Undel Galter

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