Saúde

Pesquisas apontam que mulheres contraem menos a Covid-19

Realizada pela USP, Unesp e Incor, a pesquisa revela que mulheres podem apresentar materiais genéticos mais resistentes ao vírus. O estudo ainda continua para entender as variantes

3 min de leitura
06 Fev 2022 - 10h25 | Atualizado em 06 Fev 2022 - 10h25

Uma análise feita pelas universidades USP (Universidade de São Paulo) e Unesp (Universidade Estadual Paulista), juntamente com o Incor (Instituto Nacional de Cardiologia), mostrou que as mulheres estão menos propensas a se contaminarem com a Covid-19. A pesquisa foi realizada entre casais por morarem na mesma residência, dando dados mais precisos.

Segundo as instituições, muitos casais vivem juntos e compartilham dos mesmos serviços, mas nem sempre ambos testam positivo quando um deles está contaminado. No caso, os dados apontaram que geralmente as mulheres são as que menos contraem.



(Foto: Reprodução/Pixabay)


Pesquisadores há algum tempo já vinham investigando a possibilidade. Em um monitoramento feito quando ainda não existia vacina, a pesquisa foi analisada por indivíduos que tinham contraído a primeira variante do vírus. E como já imaginado, algumas pessoas realmente se mostraram mais resistentes ao vírus por conta da sua formação genética, principalmente o sistema imunológico.

A análise foi feita com mais de 2 mil pessoas, e o resultado foi percebido através de materiais genéticos responsáveis por formar nossas características físicas, como a altura, cor de cabelo e sistema imunológico.

A pesquisadora e geneticista, Mayana Zats, entrevistada pela Globo News, explicou que a descoberta foi feita ao perceberem que um determinado grupo de pessoas tinha um certo tipo de gene ligado ao sistema imunológico, que não existia nas pessoas infectadas e assintomáticas.


(Foto: Reprodução/Pixabay)


Segundo Mayana, isso tem relação às células NK, abreviação de "Natural Killer", que traduzido ao português significa “assassinos naturais”. Essas células são aquelas responsáveis por regenerar infecções, por exemplo.

Ainda de acordo com a análise feita com 86 casais, 53 dos homens desenvolveram a doença, enquanto apenas 33 das mulheres foram infectadas. Ainda na mesma pesquisa, 29 homens não desenvolveram o vírus, enquanto 57 das mulheres também não desenvolveram.

Mesmo com a dificuldade de chegar a resultados mais precisos, já que agora a maioria da população já está vacinada, a pesquisa ainda continuará, principalmente em relação a novas variantes, já que as mutações exigem mais imunidade.

 

Foto destaque: Reprodução/Pixabay

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