Paula Toller abre o jogo sobre a vida: 'Sou cancelada há decadas'

Publicado 05 de Oct de 2020 às 14:34

Paula Toller passou grande parte de sua carreira lutando contra a fama de ser antipática e tendo que lidar com críticas que a ela chegava a duvidar de seu talento como cantora e compositora. Hoje, aos 58 anos, essa já é uma luta deixada para trás. E a cantora do pop brasileiro apareceu leve, risonha e deu até um beijinho no ombro para antigas perseguições.

Numa rara entrevista, Paula Toller transformou a conversa que teve na live com o pesquisador musical Rodrigo Faour num papo íntimo, falando de virgindade até fim do Kid Abelha; dos inúmeros convites para posar nua ao seu lugar no mercado atual; do título de musa à maternidade, quando chega a se emocionar. Como diria numa de suas canções: vem, amor, que a hora é essa!

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Cancelamento na vida

"Apanhei muito. Hoje em dia fala-se muito de cancelamento, mas eu sou cancelada pela crítica há décadas. Estou acostumada. Era um massacre, um bullying. Atualmente teria mil nomes para isso. É claro que eu também estava aprendendo. Fazia um monte de coisa que deu certo e um monte de coisa que não deu. Mas eu tinha, sim, a ambição de ser uma compositora, uma cantora, uma artista".

Fim do Kid Abelha

 "Tenho o maior respeito, e o Kid Abelha para mim não é nenhum tabu. É uma coisa que só foi boa. Acabou porque tinha que acabar porque não seria mais boa. Tem uma hora que os personagens não cabem mais em você. Sinceramente tive muita sorte de fazer sucesso muito cedo, de fazer um grande sucesso muito cedo. Estou falando de coração. Só tenho boas lembranças. Tudo de bom que tenho na vida foi a música que me deu. Até o Lui".


Paula Toller e Kid Abelha

Paula Toller e a banda Kid Abelha. (Reprodução/Vejasp)


Sobre ser mãe

"Sou uma mãezona. Gabriel é muito amoroso, muito chegado, a gente passou a quarentena juntos. Com ele, aprendi a ser gente, a ser uma pessoa melhor. Eu nunca imaginei que fosse ser mãe, engraçado. E quando ele nasceu, eu fiquei um ano sem trabalhar, não tinha babá, nunca tive. Eu e Lui criamos por nossa conta. Não me arrependo. É o tipo da coisa da qual não queria me arrepender".

Perder cedo a virgindade

"Não andava com o pessoal mais moderninho, não. Da minha roda de amizade, da escola ou da rua, fui uma das últimas a namorar. Comecei a namorar com 15, mas fui uma das primeiras a transar. Já tive logo um primeiro namorado que durou quatro anos".

Posar nua

"Isso era um clássico daquela época, dos anos 80 e 90. Você tinha que cumprir coisas. Você ia no 'Fantástico', ganhava o prêmio tal e posava nua se fosse mulher. Eu pensava naquilo... Eu não fico presa num estúdio de televisão, é diferente. Imaginava eu naquele ônibus com a banda viajando... E aquelas pessoas ali, folheando a revista... Meu filho pequeno... Foram várias propostas. Tinha uma espécie de ranking na época, das mais desejadas, que eram as que não topavam. Mandavam flores, chocolate".

 

(Foto destaque: Paula Toller. Reprodução/Folhapress)

 

 

 

 

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