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PM que pisou no pescoço de mulher em 2020 é absolvido e vítima diz se sentir injustiçada

PM foi absolvido pela Justiça Militar, por três votos a dois, advogado afirma que vai recorrer à decisão e vitima relata danos psicológicos e fisicos decorrentes da violência.

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25 Ago 2022 - 22h18 | Atualizado em 25 Ago 2022 - 22h18

Em 2020 na Zona Sul de São Paulo, um PM imobilizou e pisou no pescoço de uma mulher negra durante abordagem policial, e foi absolvido pela Justiça Militar na última terça-feira (23) por um conselho de sentença formado por quatro oficiais da PM e um juiz civil. Vítima declarou ao G1 se sentir injustiçada após saber da decisão: ”Fiquei indignada. Fui trabalhar sem chão. Cada dia que passa, a gente fica cada vez mais envergonhada de ser brasileira.” - relatou. 

João Paulo Servato, o soldado em questão, foi filmado por testemunhas presentes no local, enquanto pisava no pescoço da mulher, foi denunciado pelo Ministério Público por cometer quatro crimes, sendo eles lesão corporal, falsidade ideológica, abuso de autoridade e inobservância de regulamento. 

O parceiro do soldado acusado, cabo Ricardo de Morais Lopes também foi julgado e absolvido. O mesmo foi acusado de falsidade ideológica e inobservância de regulamento. A vítima disse sobre o policial, ”Eu acho que ele precisa de um tratamento. Não merece usar farda da Polícia Militar. Têm policiais bons que honram a farda. Mas, infelizmente, há os que não honram.” 


                     

                                    Violência foi gravada por moradores (Video:Reprodução/Ponte Jornalismo)


Foi informado pelo advogado da vítima, Felipe Morandini que a decisão não foi aceita e que irá recorrer. ”Ele merece punição. Se a gente não lutar pelos nossos direitos, quem vai lutar?” disse Morandini. Já o advogado dos policiais, João Carlos Campanini, afirma que os policias não cometeram nenhum crime. 

Psicológico Abalado 

A vítima também relata ao G1 que desde a violência que sofreu não consegue mais socializar com amigos e atualmente mantêm uma rotina bem restrita. A mulher parou de trabalhar no bar e conseguiu um novo emprego como cozinheira, somente em junho deste ano. 

”Minha mente ficou pertubada, meu psicológico ficou abalado. Minha família sentiu bem isso. O pessoal ficou com medo de represália e até meu filho perdeu emprego na época. A minha mente nunca mais foi a mesma e a pior dor é a psicológica”, afirmou a vítima. No momento da ocorrência ela quebrou a perna e diz sentir dores mesmo após passar por uma cirurgia. A vítima ainda acrescenta, ”Ele praticamente esmagou minha cabeça”. - disse.

Uma nova audiência foi marcada pela Justiça Militar para o dia 30 de agosto, onde será realizada uma leitura e publicação da sentença, se baseando nos votos da última terça-feira. (Contém informações do site IstoÉ).

 Foto Destaque: Momento da violência policial contra a mulher/ Reprodução: O Globo

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