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PF e IBAMA destroem mais 23 balsas de garimpo ilegal no Amazonas

Ação aconteceu após 8 meses da primeira operação contra o garimpo ilegal, na região do Rio Madeira. Na época, imagens de uma "cidade flutuante" viralizou nas redes sociais

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05 Ago 2022 - 20h00 | Atualizado em 05 Ago 2022 - 20h00

O Ibama (Instituto Brasileiro do Meio ambiente e Recursos Naturais Renováveis) e a PF (Polícia Federal) realizaram na última quinta-feira (4) uma operação onde destruíram 23 balsas de garimpo ilegal de ouro no rio Madeira, no município de Autazes, no Amazonas.

A operação que foi feita em conjunto tinham como objetivo principal a identificação, abordagem e inutilização de balsas/dragas que operam a atividade de garimpo ilegal de ouro na calha do rio Madeira. Em novembro, a Polícia Federal e Forças Federais já tinham destruído mais de 130 balsas na mesma região. Na época, centenas de balsas tinham invadido o Rio Madeira e as imagens viralizaram na internet.


Indígena Yanomami na região do garimpo ilegal. (Foto/Reproduçao/ElPaís)


"As ações objetivando a desintrusão dessa importante hidrovia federal continuarão a ser realizadas, assim como serão estendidas em 2022 a outras regiões de garimpo ilegal detectadas no Estado do Amazonas", disse a Polícia Federal do Amazonas por meio de nota e esclarecendo que atualmente toda a atividade de lavra de ouro no Rio Madeira é ilegal e as fiscalizações devem ser intensificadas ainda neste ano nas regiões próximas.

A operação com nome de Uiara III tem como alvos o prefeito da cidade, Pedro Macario Barbosa, que foi afastado do cargo por decisão da Justiça, secretários e assessores municipais.

Morte no campo e o garimpo ilegal

De acordo com o relatório Conflitos no Campo Brasil 2021, feito pela Comissão Pastoral da Terra (CPT), mostra um horrível cenário marcado pelo aumento do número de mortes por conta do conflito em campo. Foram registradas 109 mortes no ano passado, enquanto que em 2020, foram somente nove mortes; aumento de 1.100%.

Os indígenas são os que mais sofrem com o garimpo ilegal na região. Diversos alertas dos povos indígenas sobre um projeto de extermínio em curso se confirmaram com o número de mortes causadas com o avanço do garimpo ilegal. Os dados levantados pelo Centro de Documentação da CPT-Dom Tomás Balduino (Cedoc-CPT), das 109 mortes do ano passado, 101 foram em território Yanomami, em Roraima, todas elas de indígenas Yanomani.

Outra região que sofre ameaças é a Apiaú, também por conta do avanço do garimpo. Em agosto de 2021, lideranças informaram a morte de três indígenas do grupo em isolamento Moxihatëtëa. Um indígena teria testemunhado a morte e disse que foi motivada pela investida dos isolados contra o garimpo "Faixa Preta". Uma flexa utilizada no ataque foi recolhida e levada ao Ministério Público Federal para cobrar investigações sobre as mortes e ações de proteção ao grupo em isolamento. Já em outubro, duas crianças que brincavam em um rio foram mortas pela correteza gerada por uma draga garimpeira. 

Foto Destaque : Balsas queimadas no Rio Madeira. Reprodução/Exame

 

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