Os perigos da automedicação

Publicado 01 de Dec de 2020 às 20:11

A automedicação está cada vez mais aumentando na sociedade. Às pressões sociais as quais estão submetidos, o marketing farmacêutico e a estrutura do sistema de saúde são frequentemente citados como fatores envolvidos nessa problemática. De acordo com o Ministério da Saúde, fatores econômicos, políticos e culturais têm contribuído para o crescimento e a difusão da automedicação no mundo, tornando-a um problema de saúde pública.

No Brasil, de acordo com pesquisas, pelo menos 35% dos medicamentos adquiridos são feitos através de automedicação. Um dos Fatores que contribui para a automedicação é a disponibilidade de produtos no mercado que gera maior familiaridade dos usuários com os medicamentos. Entende-se como automedicação o uso de medicamentos sem nenhuma intervenção por parte de um médico, ou outro profissional habilitado, nem no diagnóstico, nem na prescrição, nem no acompanhamento do tratamento. 

Um estudo sobre farmácia caseira observou que 97% das residências visitadas possuíam pelo menos um medicamento estocado, e o número de medicamentos estocados variou de 1 a 89 itens (média de 20 itens). Cerca de 55% dos medicamentos em estoque foram adquiridos sem prescrição médica. Do total, 25% estavam vencidos e destes, 24% continuavam sendo utilizados.

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Remédios. (Reprodução/freeepik)


Uso racional de medicamentos

 

De acordo com o Blog da saúde que pertence ao Ministério da Saúde, tem sido adotada varias medidas no sentindo de incentivar o uso racional de medicamentos. Como destaque tem a atualização permanente da Relação Nacional de Medicamentos Essenciais (RENAME), um instrumento oficial que norteia a definição das políticas públicas para o acesso aos medicamentos no âmbito do Sistema de Saúde brasileiro, e do Formulário Terapêutico Nacional , que contém informações científicas, sobre os fármacos constantes da Rename.

Além disso, o Ministério da Saúde instituiu o Comitê Nacional para a Promoção do Uso Racional de Medicamentos (CNPURM), para identificar e propor estratégias e mecanismos de articulação, de monitoramento e de avaliação direcionados à promoção do URM, de acordo com os princípios e as diretrizes do SUS. “Sempre em consonância com as políticas nacionais de medicamentos e de assistência farmacêutica, visando ampliar e qualificar o acesso a medicamentos que atendam aos critérios de qualidade, segurança e eficácia”, é que destaca José Miguel do Nascimento Júnior, diretor do Departamento de Assistência Farmacêutica da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos-MS, para o Blog da Saúde.

Dentre suas muitas contribuições no CNPURM, está a organização do Prêmio Nacional de Incentivo à Promoção do Uso Racional de Medicamentos, que tem como objetivo incentivar, por meio de premiação e reconhecimento de mérito, a produção técnico-científica voltada à promoção do uso racional de medicamentos, com aplicação no SUS e serviços de saúde. Também cabe ao comitê a organização do congresso brasileiro sobre o Uso Racional de Medicamentos.

 

(Foto Destaque: Os perigos da automedicação. Reprodução/Oswaldocruz)

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