Os 80 anos do rei Pelé

Publicado 24 de Oct de 2020 às 17:11

O Rei do futebol comemorou seu aniversário em isolamento, nesta última sexta (23), e de quebra o museu do futebol reabre com exposição dedicada a ele, que quer ser reconhecido em vida. Ainda patrocinado por uma dúzia de marcas, mesmo 43 anos após ter parado de jogar, o ídolo de várias gerações colocou um freio na rotina de compromissos publicitários. Como resume um de seus assessores, o Rei “está fechado para balanço”, ao menos até quando não estiver disponível uma vacina contra a covid-19. Ainda assim, por meio de aplicativos no celular, tem gravado alguns comerciais, ações para ONGs que apoia e, inclusive, vídeos para seu clube do coração.

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(Reprodução/Twitter @Pele) (Obs: a imagem do tuíte do Pelé vai aparecer apenas quando a matéria for publicada. Em rascunho, só aparece a base da postagem)

Bem antes da pandemia, limitações de mobilidade do ex-jogador já haviam diminuído o ritmo dos eventos sociais de que ele participava. Desde 2012, vem perdendo massa muscular e manca da perna direita por causa de uma cirurgia mal sucedida no quadril, afetado pelos anos desgastantes no esporte de alto rendimento. 

Em abril do ano passado, foi internado às pressas em Paris após participar de um encontro com o atacante francês Kylian Mbappé. Na volta a São Paulo, ficou mais três dias de molho no Albert Einstein tratando de um cálculo renal. O problema no rim já tinha lhe assustado no fim de 2014, ocasião em que parou na UTI por complicações de uma infecção urinária. Meses antes, a rede americana CNN caiu em um boato e noticiou a morte do Rei nas redes sociais, algo que ele próprio viria a negar. “Sou um homem de Três Corações”, brincou Pelé, remetendo à cidade mineira onde nasceu, aos desmentir a informação falsa.

Exposição em homenagem a Pelé, no Museu do Futebol.

Embora se sinta bem disposto nos últimos dias, Pelé não pretende comparecer a nenhuma das diversas homenagens previstas para celebrar a data. Por estar em isolamento e por sempre ter preferido comemorações mais intimistas em aniversários. O Santos reservou uma semana de tributos ao Rei, com direito a sessões de cinema gratuitas para exibir filmes estrelados por Pelé e uma placa comemorativa instalada na Vila Belmiro. Em São Paulo, o Museu do Futebol reabriu na semana passada com uma exposição interativa dedicada aos 80 anos de trajetória do ídolo. No começo do ano, ele já havia ganhado uma estátua no Museu da Seleção Brasileira, no Rio de Janeiro.

Único jogador a conquistar três Copas do Mundo, Pelé também foi bastante lembrado em junho, nos 50 anos do tricampeonato vencido no México. Blindado das polêmicas em torno de possíveis sucessores e dos boatos que agouram seu fim, o Rei só manifesta o desejo por mais reconhecimento de sua obra. “Quero que me reconheçam em vida”, reivindicou ao afirmar não ter medo da morte. “O Brasil é um dos poucos países no mundo em que o ídolo só é bom depois que morre.”

 

(Foto destaque: Os 80 anos do rei Pelé. Folha de São Paulo) 

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