Bem Estar

OMS classifica Síndrome de Burnout como doença ocupacional

A Síndrome de Burnout, também conhecida como Síndrome do Esgotamento Profissional, agora é classificada como uma doença ocupacional; OMS (Organização Mundial de Saúde) oficializou a doença como estresse crônico de trabalho.

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12 Jan 2022 - 17h10 | Atualizado em 12 Jan 2022 - 17h10

A Organização Mundial de Saúde (OMS) incluiu a Síndrome de Burnout na lista de doenças ocupacionais no dia 1º de janeiro. A mudança torna a doença um fenômeno ligado ao trabalho e impõe desafios à gestão das empresas.

Com a nova classificação, o afetado pela síndrome passa a ter os mesmos direitos trabalhistas e previdenciários que constam nas demais enfermidades relativas ao trabalho. A OMS ressalta que o esgotamento no caso do Burnout "se refere especificamente a fenômenos relativos ao contexto profissional e não deve ser utilizado para descrever experiências em outros âmbitos da vida".


Acompanhamento psicológico pode amparar em casos de Síndrome de Burnout. (Foto: Reprodução/Pixabay).


Em entrevista para a revista Exame, o médico, psiquiatra, PhD e professor da Fundação Dom Cabral, Roberto Aylmer, explica as consequências da mudança para as empresas, que são responsáveis por manter um ambiente saudável para o funcionário: “Com essa classificação, uma vez que o médico faz o diagnóstico, a empresa tem culpa. Não é a pessoa que é exigente demais, perfeccionista ou faz parte de um perfil mais propenso, não é mais uma cobrança interna apenas”, observa o médico. Na justiça, será realizada a coleta de provas associadas a abusos praticados pela contratante, como assédio moral, sobrecarga de trabalho ou cobranças agressivas.

No Brasil, uma pesquisa realizada em 2020 pela PEBMED (portal de saúde) apontou que 83% dos profissionais de saúde demonstram sinais da síndrome de burnout. A condição apareceu em 79% dos médicos; 74% dos enfermeiros; e 64% dos técnicos de enfermagem. Os dados também indicam que, quanto mais jovem o profissional, maior a chance de esgotamento, e que a síndrome aparece mais em mulheres.

O Ministério da Saúde alerta que a síndrome pode resultar em quadros de depressão profunda e sugere a busca por um profissional no surgimento dos primeiros sintomas. Para obter ajuda na questão trabalhista, é indicada a busca por um advogado para analisar o caso e instruir sobre as medidas cabíveis à situação.

 

Foto Destaque: Jovem acometida pelo estresse. Foto: Reprodução/Pixabay. 

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