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O "Pablo Escobar brasileiro" é investigado pela polícia espanhola por forjar a própria morte

O narcotraficante, legalmente morto na Espanha, foi encontrado em Budapeste na Hungria e agora precisa ser "ressuscitado" na justiça para responder pelos seus crimes.

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08 Nov 2022 - 12h30 | Atualizado em 08 Nov 2022 - 12h30

Conhecido como o “Pablo Escobar brasileiro”, o narcotraficante Sérgio Roberto de Carvalho, que vivia na Espanha sob a falsa identidade Paul Wouter, está sendo acusado de forjar a própria morte em 2020. Encontrado em junho deste ano em Budapeste, na Hungria, agora ele precisa ser “ressuscitado” para poder ser extraditado e julgado na Espanha.

Carvalho, que vivia com a documentação do holandês Paul Wouter, morava em uma mansão aluga em Marbella, na região de Málaga. Ele havia sido preso por envolvimento com tráfico internacional de drogas e estava solto desde 2018. Desde então, ele precisava comparecer regularmente ao tribunal de Pontevedra.


Carvalho vivia em uma casa avaliada em 2 milhões de euros em Marbella (Foto: Reprodução/UOL)


Em maio de 2020, ele descumpriu a medida alegando estar com Covid-19, novamente intimado, ele compareceu por videoconferência  devido ao confinamento em razão da pandemia. Após a ocasião, Carvalho não apareceu mais e seu advogado apresentou sua certidão de óbito, Paul Wouter morreu repentinamente em sua casa em 29 de agosto de 2020 e a oficialização foi realizada no Registro Civil de Málaga.

Os investigadores estranharam o fato da certidão ter sido assinada por um esteticista. Em dezembro de 2021, eles receberam da polícia portuguesa um relatório de vigilância e buscas na casa de Sérgio em Lisboa, onde ele teria sido visto, sendo apreendidos 13 milhões de euros em sua residência.

A suspeita só se confirmou neste ano, em 21 de junho, quando Paul Wouter (Sérgio) foi preso como Igor Ivanovich Kuzmenko em Budapeste (Hungria) durante uma fiscalização de rotina. As impressões digitais revelaram suas outras duas identidades e o mais importante, que ele estava vivo. Agora, a Polícia precisa provar a fraude da sua morte para “ressuscitá-lo” e então ser extraditado e julgado na Espanha.

Com a certidão de óbito apresentada no Tribunal de Pontevedra, ele foi automaticamente isento de responsabilidade criminal, para voltar a ser julgado, a fraude precisa ser comprovada e sua morte anulada. Sérgio tinha outro processo correndo em Portugal por lavagem de dinheiro e era procurado após ser condenado por tráfico de drogas no Brasil, onde atuou como Major da Polícia Militar entre as décadas de 1980 e 1990. Nos Estados Unidos também havia casos em aberto. Os documentos com as falsas identidades eram verdadeiros, o que dificultava a possibilidade da polícia de diferentes países cruzarem os dados.

Os investigadores também chegaram até o espanhol F. Pascual, supostamente escolta de Sérgio e suspeito de auxiliar na fraude. O médio José Martín Martos, que assinou o óbito, também foi ouvido e alegou não ter lembranças desse dia. Os funcionários do cemitério em que ocorreu a cremação, garantiram haver um corpo no caixão, mas que nenhum deles verificou a sua identidade. A polícia suspeita que o médico, a escolta, um agente funerário e um de seus funcionários trabalharam juntos para forjar a morte do narcotraficante.

Foto destaque: O ex-major Carvalho se tornou traficante procurado internacionalmente Foto: Reprodução/UOL

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