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Novo filme: O Poderoso Chefão - Desfecho: A Morte de Michael Corleone

O diretor Francis Ford Coppola apresenta uma nova versão de seu terceiro filme da saga "O Poderoso Chefão", e dá a Michael Corleone um novo final. Saiba mais!

3 min de leitura
30 Nov -1 - 00h00 | Atulizado em 30 Nov -1 - 00h00

Buscando trazer, em suas palavras, uma “elucidação” ao telespectador, o diretor Francis Ford Coppola, aos seus 81 anos, dá, ao seu terceiro filme da saga O Poderoso Chefão, um novo início e um novo final. Coppola, que deu vida a um clássico do cinema, trabalhou, dessa vez, em uma reedição, bem como um novo título, do longa-metragem, incluindo cenas inéditas e oferecendo a Michael Corleone (Al Pacino) uma diferente história. “Com essas mudanças, e com o visual e o som restaurados, acho que é uma conclusão mais apropriada para ‘O Poderoso Chefão’ e ‘O Poderoso Chefão 2’”, afirma o diretor. 

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Em uma forte mistura entre máfia e religião, Coppola deixa de lado o ar poético e literário dos dois primeiros filmes e investe em algo um pouco mais voltado para a realidade, envolvendo, na família Corleone, uma instituição poderosa: a Igreja Católica. O diretor, no entanto, não deixa a essência da trama de lado, proporcionando ao espectador uma nítida relação entre as obras; proporcionando a tão famosa “elucidação”, por ele prometida.


O Poderoso Chefão

Vincent e Michael Corleone no novo terceiro filme da série (Foto: Reprodução/ Paramount)


Como que em um paralelismo cinematográfico, O Poderoso Chefão - Desfecho: A Morte de Michael Corleone começa, assim como o primeiro filme da série, com um acordo. Sentado à mesa com o arcebispo, Don Corleone une seus negócios à instituição religiosa, configurando a primeira grande questão da trama. Mas, para aqueles que acompanharam a jornada da famosa máfia italiana, fica claro que a busca por mudanças nos negócios da família sempre pareceu ser uma questão para Michael Corleone. 

Assim, nesta união de negócios, o mafioso busca legalizar suas atividades, a fim de proporcionar uma maior segurança à sua família. Mas, ao fazer acordos com a Igreja Católica, Corleone percebe que sua missão seria mais difícil do que parece, e que até mesmo as instituições mais “santas” carecem da legalidade que ele busca. Dessa forma, o diretor aposta em uma trama mais concisa para evidenciar a corrupção da igreja.  

Ao que se refere à relação entre as obras, Francis Coppola não deixa a desejar, e, carregado por uma ideia de montagem paralela, a reedição do terceiro filme remete ao primeiro em alguns aspectos, dando a ideia de um ciclo da família mafiosa. No entanto, sem fazer digressões diretas aos filmes anteriores, Coppola procura amarrar a narrativa da obra em si mesma.

Bem como no primeiro, o terceiro filme guarda um gran finale, fechando a história do protagonista com chave de ouro. Mas, pela tela do cinema, o recado é dado “Um siciliano nunca esquece.”.

 

(Foto Destaque: Michael Corleone em "O Poderoso Chefão - Desfecho: A Morte de Michael Corleone". Reprodução: Divulgação/ Paramount)

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