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Novas imagens mostram ganhador da Mega-Sena antes de ser morto por quadrilha

Jonas foi sequestrado e obrigado a pedir transferência de R$ 3 milhões a gerente de seu banco, quadrilha conseguiu roubar R$20 mil da vítima, que foi espancada e abandonada as margens da Rodovia dos Bandeirantes na última terça-feira

3 min de leitura
19 Set 2022 - 21h06 | Atualizado em 19 Set 2022 - 21h06

Áudios mostrados no último domingo (18) pelo Fantástico mostram Jonas Lucas Alves Dias, ganhador de R$ 47,1 milhões na Mega-Sena em 2020, pedindo para que o gerente de seu banco autorizasse uma transferência de R$ 3 milhões de sua conta. 

Os pedidos de dinheiro ao banco foram feitos por Jonas após ele ser sequestrado, diante de prováveis ameaças feitas pela quadrilha, que tentava extorquir dinheiro da vítima. Dois integrantes foram presos e outros dois estão foragidos, o crime  aconteceu em Hortolândia, interior de São Paulo.

Em um dos áudios a vítima diz: ”não chegou nada do comprovante, consegue agilizar isso para mim?”, diz Jonas, “Tô aqui na fazenda, preciso fechar isso aqui hoje”, declara a vítima em outro momento do áudio. 

A titular da Divisão Especializada de Investigações Criminais (Deic), a delegada Juliana Ricci, disse que a transferência foi negada devido a seu valor exorbitante. 

”Ele estava subjugado, isso nós temos certeza. Pede transferência bancaria, que obviamente foi negada porque o valor era irreal para ser transferido sem ser presencialmente”, declarou a delegada. 

O trajeto de Jonas antes de seu sequestro foi detalhado através de imagens divulgadas pelo Fantástico. O ganhador da Mega-Sena tinha uma rotina simples, saia de casa todas as manhãs por volta de 5h30 e caminhava em direção a uma padaria do bairro. No dia do sequestro, câmeras de segurança do estabelecimento mostram ele no local, onde comprou pães, suco e foi embora. 


                       

     Imagens mostram Jonas caminhando após sair da padaria (Video: Reprodução/ Metrópoles)


Ainda durante sua declaração a delegada contou que Jonas “era uma pessoa muito rica e levava uma vida muito simples. Ele ganhou na Mega-Sena R$ 47 milhões em 2020, não mudou de casa, continuou frequentando exatamente os mesmos lugares, com os mesmos hábitos”. 

Nas imagens ainda é possível ver que, após entregar os pães que havia comprado para sua irmã, ele sai para caminhar mais uma vez, quando é novamente filmado por câmeras instaladas em uma das ruas, onde também mostram o carro de um dos integrantes da quadrilha passando por Jonas. 

Kléber Antonio Torquato Altale, delegado e diretor do Departamento de Polícia Judiciaria de São Paulo Interior (Deinter 9) diz:” No próprio ponto que as imagens demostram onde pararam os carros levam a crer que tinham pleno conhecimento do percurso da vítima”, analisa o delegado. 

A polícia estima que a vítima ficou em média 20 horas sob o domínio dos criminosos, que conseguiram retirar R$ 20,6 mil de sua conta, por meio de saques e Pix. Após roubarem a quantia, Jonas foi espancado e abandonado na Rodiva dos Bandeirantes (SP-348), chegando a ser socorrido, mas não resistiu e faleceu. 

Jonas Lucas era considerado um homem simples, não era casado, e morava com dois irmãos na mesma casa que possuíam antes do prêmio. Um ônibus foi disponibilizado para transportar vizinhos e amigos para o enterro, que ocorreu na última sexta-feira (16). 

Integrantes da quadrilha 

Três homens e uma mulher foram apontados como envolvidos na morte de Jonas, após investigações. Dois dos criminosos foram presos e outros dois estão foragidos, são eles: 

Rogério de Almeida Spínola, de 48 anos, o primeiro a ser preso. De acordo com a delegada Juliana Ricc, da Deic Piracicaba, o mesmo tem uma série de passagens pela polícia, devido a crimes como furto, homicídio, roubo, estelionato e lesão corporal. 

Rogério chegou a cumprir 15 anos de prisão e foi solto em dezembro de 2021. Sua prisão ocorreu em Santa Bárbara d’Oeste, e ele nega participação no crime. 


                             

     Rogério de Almeida Spinola, preso em Hortolandia (Foto:Reprodução/Policia Civil)


Rebeca, de 24 anos foi presa na manhã do último domingo no bairro Mollon, de acordo com informações da Guarda Municipal de Santa Bárbara. Parte do dinheiro transferido da vítima foi para uma conta no nome dela, segundo a Polícia Civil.

Érika Traldi, Subinspetora da Guarda Civil Municipal, relatou que Rebeca alega ter sido “abordada” por dois homens, que teriam a obrigado a abrir uma conta no banco. A mulher disse a polícia apelidos de dois dos criminosos, afirmando não saber seus nomes reais.


                             

 Rebeca, presa por suspeita de participação no crime (Foto:Reprodução/Rodrigo Pereira/G1)


Marcos Vinicyus Sales de Oliveira de 22 anos, conhecido como Vini, dirigia um dos veículos usados durante o crime, uma caminhonete S-10. Sua prisão foi decretada pela Justiça, mas ele segue foragido.

Segundo a polícia, a vítima foi abordada quando saia caminhando de uma padaria, e foi obrigada a entrar na caminhonete. Os integrantes da quadrilha teriam usado de violência “extrema” para que Jonas informasse seus dados bancários. A delegada afirmou que Marcos Vinicyus foi o responsável pelos saques e transferência feitas da conta da vítima. As câmeras de segurança da agência da Caixa Econômica de Campinas, registraram o suspeito no dia do sequestro, realizando as transações. Marcos Vinicyus possui passagens por receptação e estelionato, o mesmo saiu da prisão em setembro de 2021. 


                           

                         Marcos Vinicyus teve ida a Caixa Econômica no dia do crime registrada (Foto:Reprodução/G1)


Roberto Jeferson da Silva de 38 anos, dirigia o outro veículo usado para abordar a vítima, um Ford Fiesta preto. Sua participação no crime não foi esclarecida pela Polícia Civil. Roberto não possui passagens pela polícia, e ainda não se sabe seu paradeiro.

Novas quebras de sigilos bancários e telefônicos foram solicitadas pela Polícia Civil, que prossegue com as investigações a partir das provas colhidas. Até o momento nenhum dos veículos utilizados pelos criminosos foi encontrado.

Prêmio foi motivo do crime

Jonas foi sequestrado na última terça-feira (13) após sair para caminhar, foi abandonado no km 104 da Rodovia dos Bandeirantes e socorrido. A vítima apresentava sinais de espancamento e faleceu após ser encaminhado ao hospital. De acordo com a investigação, a principal hipótese é de que o grupo sabia do prêmio que Jonas Lucas havia recebido, mas o mesmo não os conhecia.

Ainda segundo a delegada Juliana Ricci, foi feita via aplicativo de mensagens, uma tentativa de saque no valor de R$ 3 milhões da conta de Jonas.

(Contém informações do site G1) 

Foto Destaque: Jonas Lucas Alves Dias. Reprodução: Diario do Nordeste.

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