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No Brasil, focos de incêndio aumentaram cerca de 350% entre janeiro e julho

Em janeiro, o número de focos de incêndio somados nas regiões do Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Sul e Sudeste somaram 2.579, enquanto o mês de julho já chegou a 11.591, antes mesmo do fechamento. Inpe aponta que Cerrado é o bioma mais afetado.

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27 Jul 2022 - 16h30 | Atualizado em 27 Jul 2022 - 16h30

De acordo com dados de monitoramento do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), o número de focos de incêndio registrados no Brasil entre janeiro e julho deste ano aumentou 350%.


No Brasil, focos de incêndio cresceram 350% entre os meses janeiro e julho. (Foto: Reprodução/Portal R7)


Em janeiro, o número de focos somados nas regiões Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Sul e Sudeste do país somaram 2.579, enquanto o mês de julho já chegou a 11.591, antes mesmo do fechamento.

A estação de inverno é caracterizada como a menos chuvosa do ano, o que torna o solo seco, aumentando o risco de queimadas.

Segundo a meteorologista Maria Clara, do Climatempo, é normal que o número aumente exponencialmente com a chegada da estação seca, que começou em maio e vai até setembro.

No mapa, é possível verificar a incidência de queimadas, marcada pela cor vermelha. O bioma mais afetado é o Cerrado, com mais de 5.000 focos de incêndio no mês de julho, sendo esse número o pior para o ano.


Focos de incêndio estão em vermelho no mapa. (Foto: Reprodução/Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais)


Mas esse não é o maior para o mesmo período da série histórica, que foi em 2010, mais de 12 mil focos.

Série histórica

Apesar do aumento de 350% entre o mês de janeiro de julho, o ano de 2022 não foi o que registrou o maior número de focos no primeiro semestre. Em 2003, 70.579 focos foram registrados nos primeiros seis meses.

Confira abaixo a relação desde 1999, ano em que o Inpe começou o monitoramento:

•1999: 17.950;

•2000: 15.837;

•2001: 20.938;

•2002: 39.324;
•2003: 70.579;
•2004: 66.688;

•2005: 58.393;

•2006: 41.315;

•2007: 50.641;
•2008: 29.895;

•2009: 24.319;

•2010: 47.255;

•2011: 23.917;

•2012: 35.407;

•2013: 24.736;

•2014: 28.040;
•2015: 26.301;
•2016: 44.745;

•2017: 32.638;

•2018: 30.150;

•2019: 38.565;

•2020: 40.435;

•2021: 38.216.

Foto destaque: No Brasil, focos de incêndio aumentaram cerca de 350% entre janeiro e julho. Reprodução/A Gazeta

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