Moda

Nigéria proíbe participação de modelos estrangeiros em campanhas publicitárias

Medida inédita prevê o crescimento econômico inclusivo dos talentos negros na indústria nigeriana. A expectativa é que a nova regra resulte em uma mudança expressiva nas campanhas de marketing do país.

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02 Set 2022 - 12h53 | Atualizado em 02 Set 2022 - 12h53

A Nigéria se tornou o primeiro país do mundo a proibir modelos estrangeiros em publicidades. Com a medida inédita, o governo nigeriano prevê o crescimento econômico inclusivo dos talentos negros na indústria local e no mercado de trabalho como um todo. A restrição entrará em vigor a partir do próximo 1 de outubro para a população que totaliza 200 milhões de pessoas. 

De acordo com especialistas locais, a expectativa é que a nova regra resulte em uma mudança expressiva em uma nação onde não-nigerianos estampam uma parte significativa dos anúncios. O plano faz parte da política do governo de desenvolvimento dos talentos locais e foi anunciado em um comunicado do Conselho Regulador de Publicidade da Nigéria (ARCON) no dia 23 de agosto.


Nigéria Fashion Week 2021 (Foto: Reprodução/ Instagram)


“Todos os anúncios, publicidade e materiais de comunicação de marketing direcionados ou expostos no espaço publicitário nigeriano devem usar apenas modelos e narradores nigerianos. Anunciantes, agências de publicidade, casas de mídia, a comunidade de publicidade e o público em geral são obrigados a tomar nota”, explicou o órgão regulador em uma declaração publicada no Twitter. Comerciais com modelos estrangeiros que já estão circulando no país poderão continuar rodando até o fim do contrato da campanha, mas não serão renovados. 

Mesmo antes da medida ser criada, a Nigéria já possuía um imposto que cobrava 100 mil Nairas (cerca de R$ 1.240) para cada modelo estrangeiro usado em um anúncio publicitário, uma política que já começou a transformar as campanhas de marketing no país. Em entrevista ao The Times, Steve Babaeko, presidente da Associação de Agências de Publicidade da Nigéria, afirmou que até a implementação das restrições, mais da metade dos modelos em comerciais nigerianos eram britânicos. Ele também ressaltou a população de 200 milhões de pessoas. “Então, por que nenhum artista nigeriano é adequado para esses anúncios?”, questionou. 

Atualmente, a Nigéria é a maior economia da África e uma análise de 2017 a 2021 da PricewaterhouseCoopers projetou que, nos próximos cinco anos, o país será o gerador de receita de crescimento mais rápido do mundo no mercado de mídia e entretenimento. 

 

Foto destaque: Nigéria promove inclusão de modelos negros na indústria. Reprodução/ Theo'Yanju/ Instagram

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