Celebridades

Maria Casadevall conta que se inspirou em Marielle Franco para dar vida a sua nova heroína

Maria Casadevall conta que Marielle Franco, vereadora e ativista, foi grande inspiração para a sua nova personagem, a Joana, protagonista do filme "Garota da Moto". O lançamento do filme será no dia 23 desse mês.

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22 Set 2021 - 11h35 | Atulizado em 22 Set 2021 - 11h35

 Maria Casadevall irá interpretar Joana, personagem corajosa e justiceira, protagonista do filme “Garota da Moto” que chegará aos cinemas na próxima quinta-feira (23). A atriz conta que durante as gravações buscou inspirações em mulheres fortes e reais, entre elas, está a vereadora e ativista Marielle Franco, que foi brutalmente assassinada em 2018. A história de Joana começou a ser contada numa série homônima do SBT em 2016 e agora dará continuidade após o fim da segunda temporada. Joana era interpretada antes por Christiana Ubach 

 

 Sua personagem, mãe solo e motogirl, utilizará de suas habilidades nas artes marciais para se proteger de uma perseguição após desmascarar um esquema criminoso que utiliza de mão de obra escrava e feminina.   


 

Vereadora Marielle Franco (Foto: Reprodução/Facebook) 


 “O que eu acho muito legal na Joana é que ela é uma mulher comum e as minhas grandes heroínas são mulheres desta vida real comum, mulheres lutadoras do cotidiano que, por exemplo, são representadas por Marielle Franco, uma mulher negra, periférica, sapatona e que se envolve com a política, não por escolha, mas por necessidade. (...) A Marielle hoje – dentro desse contexto político - represente uma heroína, mulher comum e de luta, que fez história e que está transformando ainda a nossa realidade a partir da luta dela”, declarou a atriz. A intérprete de Joana continuou pontuando como Marielle foi importante na criação de sua personagem. “Assim como Marielle, a Joana é uma mãe solo, que tem que lidar com esse cotidiano bastante hostil e ela lança mão da ferramenta que tem ao seu alcance, que é a luta física”, completou.  


 

Maria Casadevall em cena (Foto: Divulgação)


 Maria Casadevall sempre utilizou de suas ferramentas disponíveis para se posicionar politicamente. Seu Instagram, por exemplo, é painel de opinião e debate de assuntos como machismo e homofobia, que tomou espaço em suas falas desde que assumiu seu relacionamento com Larissa Mares. A atriz também contou que mesmo com grande destaque para luta física, Joana também trará reflexões de como a sociedade pode lutar enquanto artistas, cidadãos e pessoas reais e comuns. “Estamos passando por um período bastante complexo politicamente e sanitariamente com a pandemia, então como nós reagimos a tudo isso que estamos vivendo?”, pontua Maria.  

 

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Autonomia e quebra de padrões

 

 A atriz conta que teve liberdade para ressignificar e criar a história e mensagem da personagem, permitindo assim que buscasse inspirações e trouxesse reflexões mais profundas. “A trama permite fazer uma analogia com as diferenças das violências que atravessam os nossos corpos enquanto mulheres”, diz a artista. Aproveitando de sua autonomia para fazer a personagem, Maria também deu sugestão ousada ao diretor Luís Pinheiro, rompendo com os estereótipos das heroínas que costumamos ver nos quadrinhos, Maria Casadevall irá interpretar uma heroína careca, indo contra toda sexualização que é constante em filmes de protagonistas femininas. 


Maria Casadevall como Joana (Foto: Divulgação)


 “... A primeira coisa que trouxe o norte para essa ruptura foi o cabelo raspado. Eu tinha raspado o meu cabelo com máquina zero e quando o Luís me trouxe esse convite eu disse: ‘Está bem, mas ela vai estar careca’. (...) O cabelo foi o primeiro passo, depois o figurino... Todo mundo foi acreditando nesta mulher que não precisaria estar neste ugar hipersexualizado”. 

 

 

 Maria Casadevall também contou como foi gravar as cenas de luta contra os criminosos e como isso reflete em como mulheres resistem a violência estrutural do cotidiano. “Assim, como nós mulheres, nossos corpos passam por uma série de violências físicas, instrucionais, políticas, sociais, nos relacionamentos, no ambiente de trabalho... A Joana, metaforicamente, vai encarando essas violências estruturais.” Maria diz que gravar ao lado de Duda Nagle, que representa o antagonista Peixoto, ajudou-a a montar a “ação dramática” nos embates físicos.   

 

 

Foto destaque: Maria Casadevall como Joana (Divulgação)

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