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Johnny Depp diz ser alvo de boicote em Hollywood

Johnny Depp disse em entrevista ao jornal Sunday Times, que está sendo boicotado por Hollywood e executivos da indústria cinematográfica norte-americano, já que o seu último filme “Minamata” (2021) ainda não estreou nos EUA.

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16 Ago 2021 - 15h02 | Atulizado em 16 Ago 2021 - 15h02

O astro Johnny Depp disse em entrevista ao jornal britânico The Sunday Times, que está sendo boicotado por Hollywood e executivos da indústria cinematográfica norte-americano, já que o seu último filme “Minamata” (2021) ainda não estreou nos Estados Unidos. O ator associa a demora em conseguir um estúdio e uma distribuidora para o lançamento, às acusações de violência doméstica de sua ex-esposa, a atriz e modelo Amber Heard, 35, de quem se separou em 2016. 

 

Além disso, o ator de 58 anos, lembrado principalmente por seus trabalhos como os personagens Edward Mãos de Tesoura, Willy Wonka de ‘A Fantástica Fábrica de Chocolates’ e Jack Sparrow, da série de filmes ‘Piratas do Caribe’, foi demitido da franquia "Animais Fantásticos e Onde Habitam".  

 

Na nova produção Johnny Depp dá vida ao fotojornalista W. Eugene Smith durante seu período trabalhando no Japão, ao longo da década de 70, cobrindo o Desastre de Minamata, acontecimento real no qual mais de 700 pessoas morreram por envenenamento de mercúrio na ilha japonesa de Minamata. O filme estreou em fevereiro de 2020 no Festival Internacional de Berlim e ficou fora do circuito comercial de cinema dos EUA.

Depp criticou a demora e afirmou que o longa enfrenta "cinco surreais anos" após as acusações de agressão doméstica a sua ex-mulher. "Isso afeta aqueles retratados em Minamata e as pessoas que passaram por experiências semelhantes. E tudo isso por causa de um boicote de Hollywood contra mim? Um homem, um ator em uma situação desagradável nos últimos anos?", declarou o astro. 


Johnny Depp e Amber Heard se separaram em 2016 - Reprodução Getty Imagens


 

O ator disse ainda que sua queda em Hollywood foi um "absurdo da matemática da mídia". Tudo o que eu passei, eu passei. Mas, no final das contas, esta área particular da minha vida tem sido tão absurda", completou.

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Com base nas declarações de Heard, em 2018, o jornal tabloide britânico The Sun mencionou 14 episódios de violência doméstica que o ator desmentiu veementemente. Depp processou o veículo por tê-lo taxado como “espancador de mulheres”, mas perdeu o processo em novembro de 2020. Na época do divórcio, Heard disse à mídia que o ator usava drogas, ficava violento e a agredia verbal e fisicamente. Em defesa, Depp a acusou de difamação e pede uma bolada na justiça.

(Foto Destaque: Johnny Depp dá vida ao fotojornalista W. Eugene Smith em Minamata - Divulgação)

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