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Grito de guerra gera críticas nos Jogos Universitários de Medicina

Um vídeo dos alunos da Universidade Iguaçu (UNIG) de Itaperuna, entoando o grito de guerra viralizou nas redes e explora a questão de até onde vai a brincadeira.

3 min de leitura
11 Out 2022 - 16h30 | Atualizado em 11 Out 2022 - 16h30

 Um grito de guerra entoado nos Jogos Universitários de Medicina (INTERMED), viralizou nas redes sociais. No vídeo, estudantes de medicina da Universidade Iguaçu (UNIG) de Itaperuna, cantam "Eu sou playboy, não tenho culpa se seu pai é motoboy", o que causou a reflexão na mídia sobre a possível existência de uma descriminção nesse tipo de brincadeira. 

 A Universidade Iguaçu se posiciona em nota no seu perfil oficial: "A UNIG esclaresce que é contra e repudia qualquer tipo de discriminação, inclusive por classe social ou condição financeira, e que lamenta profundamente o episódio. A UNIG esclarece ainda que não tem ingerência sobre frases ditas por seus alunos, principalmente no ambiente externo  mas que, diante dos fatos e das disposições de seu código de ética e conduta, adotará todas as suas providências possíveis para que episódios similares não se repitam, pois contrários aos princípios pregados pela universidade." publicaram no instagram.

  Os gritos de guerra se tornaram uma tradição no ambiente dos jogos universitários entre federais e particulares, onde a classe social e o tipo de instituição em que se estuda podem se tornar um símbolo para a rivalidade. Para Siddharta Legale, Professor da UFRJ e do Mestrado em Constitucional do PPGDC-UFF, esse discurso é um problema dentro da sociedade: "Tem um conceito da Adela Cortina que se chama aparofobia. Ela desenvolve essa teoria da discriminação com as pessoas mais pobres. Então,desse ponto de vista, isso é repugnante. O fato da pessoa ser playboy ou motoboy não coloca nada a favor ou contra ela, essa ideia de querer estigmatizar uma profissão tão legítima quanto qualquer outra é inaceitável pelo ponto de vista humano." 

Storie de aluno da UNIG Nova Iguaçu.(Reprodução/Instagram)

 Ainda nesse contexto, o professor explica sobre a falta de consequências visíveis nesse tipo de caso: "O problema é que do ponto de vista civil ou do ponto de vista penal, não temos mecanismos claros para combater a aparofobia. Se formos olhar o artigo 20 da lei 7716, ela fala por preconceito de raça, cor, etnia, religião. A classe não aparece ali. Então seria muito difícil enquadrar essa situação que é coletiva." disse Siddharta. A repercussão também fez com que alunos da UNIG de Nova Iguaçu se posicionassem, uma vez que estavam sendo confundidos com os alunos da UNIG de Itaperuna, referentes a torcida presente no vídeo do grito de guerra. "A nossa UNIG é verde e preto, a faculdade desse vídeo é a Universidade Iguaçu de Itaperuna. Não temos relação com este vídeo", diz o story circulando nas redes sociais. 

Imagem de capa: Sanar med.

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