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Gestão acusa governo Bolsonaro em falha quanto a questões indígenas

Debate sobre conflito entre garimpeiros e indígenas pode ocorrer em denúncias contra a gestão passada pela falha em punições, lembrando caso ocorrido em 1993

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04 Fev 2023 - 20h28 | Atualizado em 04 Fev 2023 - 20h28

Um dos casos recentes de maior repercussão quanto a crimes no Brasil, o massacre de Haximu ainda assola e dá o que falar no noticiário devido a investigações desde a época do governo Bolsonaro.

O imbróglio envolvendo o massacre encomendado por um garimpeiro que ainda debochou da situação (através de uma carta que dizia "faça bom proveito desses otários") reacende uma discussão quanto a necessidade de punições mais pesadas a crimes contra indígenas e o garimpo ilegal em terras pertencentes aos índios.

Funcionários da saúde atendem população yanomani no interior do Brasil. (Foto: Igor Evangelista)

Fazendo uma alusão ao primeiro ato de barbárie, uma chacina Yaomani na comunidade do Haximu em 1993 (em Roraima, próximo a fronteira com a Venezuela), reacendeu a necessidade de um novo debate. Lembrando que esse está longe de ser o único e último massacre, já que o massacre da Boca do Capacete, contra o povo Tikuna, no Amazonas também levou a condenações e punições.

Passados 30 anos desde o último massacre de grande repercussão, o garimpo ilegal e as disputas de terras com os indígenas passam longe de ser o único problema, já que doenças como malária e desnutrição também assolam os indígenas além das disputas com os garimpeiros. Atualmente o garimpo afeta cerca de 273 comunidades indígenas (num total de 350) assim como dificuldades quanto a ação de polos base de saúde para os indígenas (obstruindo assistência médica) feitas pelos garimpeiros em questão (o número de indígenas afetados chega a 3.485 pessoas).

Nas últimas semanas mais de mil indígenas foram resgatados pelo Ministério Público da Saúde que atuou de forma emergencial em áreas da terra indígena dos Yanomani. Assim sendo devido as falhas do governo de Jair Messias Bolsonaro, o governo em questão pode ser responsabilizado pelas falhas quanto a proteção dos indígenas, de acordo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso que ficará responsável por abrir uma investigação (a apuração visa apurar as possíveis práticas de de desobediência de decisões judiciais por parte de autoridades da antiga gestão).

Quanto a questão dos Haximu, a decisão foi tomada em 2006. Na época o plenário do STF decidiu que foi um genocídio e manteve uma condenação na época.

 

Foto Destaque: massacre ocorrido em 1993 reacende debate sobre "guerra" entre garimpeiros e indígenas. (Foto: Fiona Watson)

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