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França faz criticas à Austrália após vazamento de conversa entre líderes

Após tenções sobre um acordo bilionário entre os governos da França e Austrália, o governo de Morrison encerra sua parceria entre as nações; Macron o acusa de "mentir" durante o G20

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03 Nov 2021 - 14h00 | Atualizado em 03 Nov 2021 - 14h00

Um acordo entre a França e a Austrália se encerrou de forma tensa um acordo de venda de submarinos entre as duas nações. Após vazamentos de uma conversa particular do presidente da França Emmanuel Macron e o primeiro-ministro australiano Scott Morrisson, o líder francês acusou o australiano de “mentir” sobre seus interesses durante as negociações.

 

Macron afirmou durante sua chegada à reunião do G20, que ocorre em outubro de 2021, quando questionado se ele desconfia de que o governo australiano havia mentido: “Eu não acho, eu sei”. Dois dias antes do encerramento da parceria entre os paises, Emmanuel Macron pergunta a Scott Morrison: “Devo esperar notícias boas ou ruins de nossas ambições submarinas conjuntas?”.


 

Emmanuel Macron e Scott Morrison se cumprimentam durante reunião do G20, em Roma

Macron cumprimentando Scott Marrison. (Foto: Reprodução/AFP/UOL)


O Vazamento dessas mensagens, segundo o chanceler da França na Austrália, Jean-Pierre Thebault, foi um “ponto baixo sem precedentes” entre os dois paises. O governo francês diz que Scott Morrison “mentiu” ao falar sobre seus interesses, pois o governo australiano confirmou que os submarinos oferecidos por eles não atenderiam mais às suas necessidades e, dessa forma, em segredo, suas negociações com os governos do EUA e Reino Unido. Segundo a agência Reuters, a Austrália já dava sinais de que iria encerrar o contrato de compra dos submarinos desde 2018, devido a sinais de que a França não conseguiria cumprir o acordo da forma que foi construido. O acordo entre a Austrália e França havia sido realizado entre si, sendo chamado de “acordo do século”. Seria feita a venda de 12 submarinos no valor de 66 bilhões de dólares, movidos a energia elétrica e diesel.

 

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As negociações surgiram a Aukus, um pacto militar que fez com que as três nações dividissem de tecnologias e vão permitir que a Austrália construa os próprios submarinos movidos a energia nuclear, muito mais caros. Analistas ressaltam que esse pacto surge como uma forma de resposta ao governo chinês que atualmente esta aumentando seu poder militar e busca potencializar sua presença marítima.

 

Foto Destaque: Emmanuel Macron durante a reunião do G20, em 2021. Reprodução/AFP/UOL

 

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