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Fortes chuvas invadem a Região Serrana do município de Petrópolis, resultando em tragédia

Após anos, nova tragédia assola a Região Serrana do município de Petrópolis causando enormes danos e mortes, devido ao descontrole das fortes chuvas em meio ao estado do Rio de Janeiro.

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17 Fev 2022 - 20h00 | Atualizado em 17 Fev 2022 - 20h00

Dentro de 11 anos, nenhum dos cinco governadores que estiveram no comando do Rio de Janeiro colocaram em prática algo que pudesse ao menos evitar o número de grandes tragédias causadas por conta das frequentes chuvas que assolam a Região Serrana do Rio.

Foi no ano de 2011 que uma forte chuva acabou devastando diversos municípios em meio à região já citada, deixando para trás cerca de 100 pessoas desaparecidas e outras 900 delas encontradas mortas no local, se tornando a catástrofe climática mais marcante de todo o Brasil.

De acordo com informações recebidas por especialistas no g1, seria de grande ajuda se tivessem organizado demolições de casas em lugares arriscados; a recuperação das encostas; a realocação de moradores que vivem em áreas instáveis e o reflorestamento nas margens dos rios.

Conforme as ações preventivas mencionadas, as chuvas intensas, como as que ocorreram na terça-feira, dia 15 de fevereiro em Petrópolis, talvez pudessem levar a diminuição dos danos gerados, diz avaliação de geógrafos. Considerando que, o total de mortos já ultrapassa mais de 100 pessoas devido os estragos ocasionados pelas chuvas.


Grandes chuvas em meio ao município de Petrópolis. (Foto: Reprodução/BRUNO KAIUCA/ZIMEL PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO/Jovem Pan)


A Prefeitura de Petrópolis fez um decreto de que após obter registros de que inúmeras ruas se encontram devastadas, onde há aproximadamente 54 casas destruídas e um porcentual crescente de desempregados, a região está em estado de calamidade pública.  

Levando em conta que essa atual situação se parece com a que se deu quando 33 pessoas vieram a óbito no ano de 2013, também no município de Petrópolis, em consequência das múltiplas chuvas.

É sempre bom lembrar que todas as vezes que acontecem desastres desse tipo em meio a Região Serrana do Rio, a mobilização por parte das autoridades políticas é quase que instantânea, porém, a maior parte dessas ações tem como objetivo amenizar os problemas que já foram causados sem se preocuparem em organizar novos planos que possam evitar tragédias futuras.  

"A gente deveria ter tomado atitudes muito severas dado a fragilidade desse sítios. São sítios urbanos muito frágeis e com um crescimento populacional também muito agudo. A questão é que parou de chover e esses eventos extremos, eles têm recorrência de dez anos, o último foi em 2013, 2011 antes. Nesse intervalo, parece que se esquece dessa política pública", revela professor Marcelo Motta do Departamento de Geografia e Meio Ambiente da PUC-Rio sobre a falta de vontade e comprometimento político que é demonstrado pelas autoridades, que mesmo tendo plena consciência do que deve ser feito, acabam não fazendo nada contra isso.

"É o que eu chamo de amnésia do céu azul. O céu fica azul, esquece de se fazer a política que é necessária. E com isso vai sucateamento de defesa civil, sucateamento das políticas, né, de intervenção das obras e a gente tem o quadro que tem", o professor afirmou.

Já para o professor Antônio Guerra do departamento de geografia da UFRJ: "Existem recursos humanos, tanto nas prefeituras quanto nas universidades, o que falta é vontade política para que a prefeitura realmente proceda de uma forma integrada. Mesmo que você não acabe totalmente com o problema, pelo menos você minimiza os seus efeitos. Que você não tenha mortes".

Segundo recomendações feitas pela CPI e a clara opinião do deputado e presidente Luiz Paulo da CPI da Alerj, que na época da tragédia em 2011 investigou a interação dos órgãos públicos diante do desastre, ele diz que: "É necessário construir habitações de interesse social, fazer obras de contenção de encosta, reflorestamento, tirar pessoas das margens do rios, de terrenos instáveis, que moram em talvegues. Isso tem que ser ano após ano, em uma ação continuada, que envolva os executivos do estado, das prefeituras e da União. Se não for assim vai chegar mais um evento extremo na Região Serrana e a população é que vai sofrer".

Foto destaque: Chuvas em Petrópolis. Reprodução/Carl de Souza/AFP/ESTADÃO

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