Nesta quinta-feira (14), o âncora do SP1, Fabio Turci, quebrou protocolos e, ao final do programa, tirou um momento para relatar momentos em que um dos cinegrafistas do programa, Itamar, foi vítima de racismo. Os relatos de Turci vieram logo após uma reportagem que anunciava um caso da atitude discriminatória em Santos, no litoral de São paulo.
“Vou contar uma história para vocês. Um amigo meu, que está aqui no estúdio, é um dos operadores de câmera do “SP1”, o Itamar, um dia foi parado pela polícia porque estava dirigindo um carro bacana, da família dele. E o policial com a arma da mão perguntou o que ele estava fazendo no carro”, contou o jornalista.
“O mesmo Itamar um dia foi perseguido por seguranças de um shopping center, inclusive viu um deles chamando reforço. Ele tinha ido sacar dinheiro no shopping center. Essas coisas acontecem, nem sempre, tão claramente, com alguém dizendo o porquê elas estão acontecendo, mas acontecem. A gente que é bracno não sabe, porque não acontece com a gente”, prosseguiu.
Cinegrafista Itamar (Foto: Reprodução/ Globoplay)
Ao falar sobre seu papel como jornalista, Fabio ainda questionou os telespectadores. “Nosso papel é informar, estamos levando informações a vocês. E o que você faz com essa informação, você se conforma?”, perguntou. “Tá tudo certo assim? Ou você acha que isso não está certo, não está justo, e você acorda e tenta fazer alguma coisa?”
Segundo Turci, Itamar trabalha na Globo há, aproximadamente, 20 anos. “Eu contei duas histórias. O Itamar me contou muitas outras”, disse Fabio.
Hoje (15), o apresentador retomou o assunto e voltou a defender o combate ao racismo, durante o programa, e, ao falar sobre sua posição de privilégio, pediu para que as pessoas não achem que racismo é normal. “Se você é branco, como eu sou branco, você nunca passou por isso. E talvez pense que racismo é uma teoria, uma invenção, vitimismo, mimimi. Isso aqui é vida real”.
(Foto Destaque: Fabio Turci. Reprodução/ Globo)