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Estudo publicado pela Scientific Reports aponta que dinossauros também tinham infecções respiratórias

Pesquisadores analisaram ossos de um saurópode e encontraram alterações nos tecidos compatíveis com casos atuais de infecção pulmonar microbacteriana.

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11 Fev 2022 - 09h55 | Atualizado em 11 Fev 2022 - 09h55

Um estudo publicado pela revista científica Scientific Reports, nesta quinta-feira (10), afirma que restos fossilizados de um diplodocídeo, um grande dinossauro saurópode herbívoro, conhecido por seu pescoço grande e cabeça pequena, pode fornecer as primeiras evidências de que o espécime foi vítima de uma infecção respiratória.

O estudo relata ser a primeira vez que um distúrbio respiratório de estilo aviário é verificado em um dinossauro não aviário (considerando que aviários eram os que tinham asas, como o archaeopteryx).

“Considerando os possíveis sintomas que esse animal teve, você não pode deixar de sentir pena de Dolly. Todos nós experimentamos esses mesmos sintomas (tosse, dificuldade para respirar, febre) – e aqui está um dinossauro de 150 milhões de anos que provavelmente se sentiu tão miserável quanto todos nós quando estamos doentes”, afirmou Cary Woodruff, pesquisador e líder do estudo, em nota de divulgação da pesquisa.

O espécime, que ganhou o apelido de “Dolly”, foi descoberto no sudoeste de Montana, nos EUA, e viveu há cerca de 150 milhões de anos.


Ilustração simula uma comparação do dinossauro com um homem de 1,70m e qual seria o fluxo do sistema respiratório infectado. (Foto: Reprodução/Woodruff, et al., and Francisco Bruñén Alfaro) 


A equipe de Cary Woodruff, examinou três das vértebras cervicais (os ossos do pescoço) de Dolly e identificou saliências ósseas anormais nunca antes vistas, com uma forma e textura incomuns.

O estudo identificou que o saurópode provavelmente tinha uma forma de respiração "estilo aviário” decorrentes de uma infecção respiratória semelhante à aspergillose, que é um distúrbio respiratório extremamente prevalente em aves hoje, e possivelmente experimentou sintomas semelhantes à gripe ou à pneumonia, como perda de peso, tosse, febre e dificuldades respiratórias.

A primeira associação com problemas respiratórios se deu porque o ponto das anomalias estava localizado em cavidades nos ossos que estavam conectadas com o pulmão, integrando o complexo sistema respiratório do dinossauro.

Woodruff  afirmou que “Esta infecção fóssil em Dolly não apenas nos ajuda a traçar a história evolutiva das doenças respiratórias, mas nos dá uma melhor compreensão de quais tipos de doenças os dinossauros eram suscetíveis”.

 

Foto Destaque: Ilustração baseada em dados do fóssil mostra como seria o MOR 7029, dinossauro infectado por doença pulmonar. Reprodução/ Corbin Rainbolt/Scientific Reports

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