Saúde

Estudo afirma que uso de contraceptivos é impulsionado por mulheres que buscam a maternidade

Além disso, há métodos de reprodução assistida que podem colaborar com a preservação da fertilidade. Especialista em Reprodução Humana comenta sobre o caso .

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29 Ago 2022 - 18h24 | Atualizado em 29 Ago 2022 - 18h24

Um estudo publicado em junho pela Universidade Estadual de Ohio na revista “Studies in Family Planning” afirma que atualmente o uso de contraceptivos em alguns países não tem mais como intuito adiar a maternidade ou impedi-la, mas que o método é utilizado por mulheres que buscam se tornar mães.

Em números, entre 85% a 90% dos resultados mostraram que o uso do método contracepção era voltado ao controle reprodutivo, enquanto 10 a 15% está atribuído às mulheres que desejam evitar a gravidez.

O aumento na utilização desses métodos em países de baixa e média renda nas últimas décadas trouxe um intenso debate sobre a vontade das mulheres quererem ou não se tornarem mães.

A pesquisa ajudou os estudiosos a definirem o que desencadeou a chamada “revolução contraceptiva”, que de acordo com os pesquisadores, vêm acontecendo desde 1960 com a introdução do DIU e da pílula anticoncepcional.

Para John Casterline, coautor do estudo, afirma que a revolução é possibilitar às mulheres que elas possam realizar o que querem com a ajuda dos métodos contraceptivos e tenham sucesso em controlar quando e quantos filhos querem ter.

Preservação da fertilidade

Além dos contraceptivos, existem outras formas das mulheres terem um controle de quando querem se tornar mães.  A medicina reprodutiva está cada vez mais avançada e possibilita que as mulheres possam preservar a sua fertilidade por meio do congelamento de óvulos.

O congelamento de óvulos é uma técnica de preservação dos óvulos em nitrogênio líquido, por meio de vitrificação. Nesse sentido, é um tratamento para postergar a possibilidade de ter filhos e pode ser feito a partir dos 30 anos de idade”, afirma Dr. Nilo Frantz, especialista em reprodução humana, da Nilo Frantz Medicina Reprodutiva.

O procedimento pode ser feito por mulheres até 35 anos, idade em que a reserva ovariana da mulher ainda está alta. A criopreservação pode ser feita também por mulheres com histórico de menopausa precoce ou que estejam em tratamento oncológico.

A probabilidade de ocorrer a gravidez dos óvulos congelados atualmente são as mesmas que os óvulos frescos. No entanto, é importante dizer que a taxa de sucesso de uma gestação relaciona-se diretamente à idade da mulher no momento em que se congelar seus óvulos”, explica Frantz.

Existem casos em que mulheres com mais de 35 anos congelam óvulos, porém, existe a possibilidade de as chances de sucesso diminuírem com a idade avançada levando em conta a baixa reserva ovariana. Vale lembrar que a idade máxima para uma mulher se submeter a um método de reprodução assistida é até os 50 anos, segundo o Conselho Federal de Medicina, este limite é ocasionado devido ao risco obstétrico que a mulher possa correr.

Por isso é necessário que a mulher que queira recorrer a algum método de reprodução assistida como o congelamento de óvulos, busque um especialista no assunto e faça todos os procedimentos necessários para que o tratamento tenha resultados positivos.

Foto destaque.Reprodução/Pexels

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