Saúde

Em Israel, brasileiro recebe nova pílula da Pfizer contra a Covid-19

O brasileiro Simcha Neumark foi o primeiro paciente a receber a nova pílula anti-Covid da Pfizer em Israel. Por causa de uma doença autoimune, as vacinas não funcionaram em Neumark.

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05 Jan 2022 - 18h00 | Atualizado em 05 Jan 2022 - 18h00

O brasileiro israelense Simcha Neumark foi o primeiro paciente a receber o medicamento Paxlovid da Pfizer contra a Covid-19 em Israel. Em entrevista à Globo News, ele conta que as pílulas são administradas seis vezes ao dia, sendo três pela manhã e três pela tarde. O jovem foi escolhido para o tratamento porque, após tomar cinco doses da vacina, continuava sem anticorpos para a doença.

Simcha contou que o sistema de saúde de Israel estava ciente da sua condição autoimune e, quando ele contraiu a Covid-19, foi procurado para receber o medicamento da Pfizer.  A iniciativa faz parte de um regime de autorização emergencial, que valeu à pena para o brasileiro:

“Chamaram-me e falaram que eu seria o primeiro, não tem muito teste, mas sim uma autorização de emergência, e para mim compensava pelo que eu sentia, febre e dor de garganta, eu tinha medo de parar no hospital”, desabafa.


Medicamento da Pfizer amenizou os sintomas de Simcha Neumark. Foto: (Reprodução/G1).


De acordo com informações do G1, o Paxlovid é um antiviral experimental que bloqueia uma enzima que o coronavírus precisa para se replicar. O remédio faz parte de uma classe de medicamentos chamada de inibidores de protease, que revolucionaram o tratamento do HIV e da hepatite C. O comprimido foi dado aos pacientes junto com uma dose baixa de outro antiviral já conhecido: o ritonavir. Esse segundo remédio ajuda a desacelerar o metabolismo ou a quebra do Paxlovid, para que ele permaneça ativo no corpo por períodos mais longos em concentrações mais altas, para ajudar a combater o vírus.

Para avaliar a eficácia da iniciativa, existe um monitoramento por parte do sistema de saúde israelense, que entra em contato com Simcha duas vezes ao dia. Além disso, em 20 dias, se os testes de PCR derem negativo, ele estará liberado da quarentena.

Nesta quarta-feira (05), a Pfizer afirmou que seu comprimido experimental contra a Covid-19 reduziu o risco de hospitalização ou morte pela doença em 89%. O projeto configura mais uma possível saída da crise sanitária que assola o mundo desde 2020.

Foto Destaque: Cartela de comprimidos. Foto: Reprodução/Pixabay. 

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