Saúde

Duas doses da Coronavac neutralizam variante Ômicron, diz Butantan

Segundo estudos publicados pelo Instituto Butantan na última segunda–feira (10), a redução de neutralização média é de 12,5 vezes do imunizante Coronavac diante da variante Ômicron.

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12 Jan 2022 - 14h40 | Atualizado em 12 Jan 2022 - 14h40

O Instituto Butantan publicou na última segunda-feira (10) o ensaio realizado a respeito da neutralização da variante Ômicron pela dupla imunização com a conhecida Coronavac.  Segundo representantes do instituto, duas doses da vacina contra o novo coronavírus poderiam ser aplicadas e assim neutralizaria a variante Ômicron.


Imunizante Coronavac. (Foto: Reprodução/ Matheus Sciamana/Photopress)


 

O Instituto Butantan é um destacado centro de pesquisa biológica localizado no bairro do Butantã, na zona oeste da cidade de São Paulo. O Instituto é uma instituição pública ligada à Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, do Governo do Estado de São Paulo desde sua fundação. Por seu trabalho notável em saúde pública, o instituto é considerado um dos principais centros científicos do mundo.

O órgão publicou a pesquisa no periódico científico Emerging Microbes & Infections. Os pesquisadores geraram partículas semelhantes ao vírus (pseudovírus) contendo a proteína Spike de sete cepas do novo coronavírus: as variantes de preocupação Ômicron, Alfa, Beta, Gama e Delta, além das variantes de interesse Lambda e Mu.

Antes disso, o instituto vinha reafirmando a eficácia da Coronavac em seus comunicados. De acordo com os pesquisadores, “nosso ensaio de fase 2 entre adultos de 18 anos ou mais fornece evidências preliminares de persistência imunológica da imunogenicidade estimulada pela CoronaVac decorridos 180 dias após três doses”. “Em conclusão, uma dose de reforço homóloga de CoronaVac administrada oito meses após a imunização primária de duas doses reativa os níveis robustos de anticorpos neutralizantes e atrasa significativamente a atenuação de anticorpos em adultos com 18 anos ou mais.”. No artigo, os pesquisadores afirmam que a memória imune é o que leva à imunidade de longo prazo, mas ressaltam que é difícil prever quanto tempo a imunidade vai durar porque os mecanismos exatos de resposta protetora contra o vírus SARS-CoV-2 e a Covid-19 ainda não estão claros para a ciência.

A conclusão dos autores da pesquisa foi que, a redução de neutralização média de 12,5 vezes da Coronavac diante da variante Ômicron, é “melhor do que os trabalhos publicados sobre duas doses de vacinas de RNA mensageiro, nas quais foi observada uma diminuição de 22 vezes e de 30 até 180 vezes da neutralização em imunizados com a Pfizer”, afirmaram os cientistas em seu trabalho.

 

Foto Destaque: Sede do Instituto Butantan. Reprodução/Matheus Batista/Governo de São Paulo.

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