Empreender na Prática

Dicas de empreendedorismo para sair do desemprego

A situação de desemprego registrada nos últimos anos de pandemia ajudou a elevar ainda mais o empreendedorismo brasileiro. Com 10 milhões de desempregados, abrir o próprio negócio pode ser uma solução.

3 min de leitura
19 Ago 2022 - 15h00 | Atualizado em 19 Ago 2022 - 15h00

Começar um negócio pode ser uma boa ideia porque pode levar a uma maior liberdade, satisfação e flexibilidade no trabalho, o que pode ser interessante para muitos. Mas, com os índices de desemprego elevados nos últimos anos, empreender se tornou uma necessidade para muitos brasileiros.

As taxas de desemprego caíram em 22 estados no segundo trimestre de 2022 em relação ao trimestre anterior. Essas métricas refletem a queda observada no desemprego em todo o país, que caiu de 11,1% para 9,3% no período. Porém, apesar da boa notícia, o Brasil ainda tem 10,1 milhões de desempregados.

Os dados são da publicação trimestral da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) divulgada na última sexta-feira (12/08) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O desemprego tem consequências em toda a sociedade. Isso porque, com ele, menos pessoas têm renda fixa, reduzindo o consumo, afetando a virada da economia.

A solução para o desemprego é o crescimento econômico, além de mudanças na legislação trabalhista, dizem os pesquisadores. Mas enquanto as leis não mudam, uma coisa que muitos brasileiros tem feito é investir em empreendimentos.

 

Empreender no mundo atual

O empreendedor é aquele que cria uma empresa para realizar sua ideia, isso se chama empreendedorismo. E, após o primeiro ano de pandemia, o número de empreendedores cresceu ainda mais no Brasil, segundo dados da Global Entrepreneurship Monitor (GEM).

A partir deste ano, o Brasil tem mais de 19 milhões de empresas, segundo o GEM. Tomando como exemplo as micro e pequenas empresas individuais (MEIs), são 13.489.017 empreendimentos, representando 69,6% da média total, dos quais 1.114.826 domicílios abriram de janeiro a abril deste ano.

O empreendedorismo envolve riscos, mas também pode ser altamente recompensador porque ajuda a criar riqueza econômica, crescimento e inovação.

Na prática, o empreendedorismo é a capacidade e a prontidão para desenvolver, organizar e gerenciar um empreendimento comercial, e qualquer incerteza, com fins lucrativos. O exemplo mais proeminente de empreendedorismo é começar um novo negócio.


mulher empresária em seu ateliê

Brasileiros investem em abir o próprio negócio para superar o desemprego. (Foto: Reprodução/Lookstudio/Freepik)


Algumas ideias de empreendimentos

Alguns grandes exemplos de empreendimentos de pequenas empresas são vendas de mercadorias, serviços de confeitaria, eletricistas, faxineiros, consultores e cabeleireiros, entre outros. 

Entre algumas opções de empreendimentos, o Caderno de tendências do SEBRAE destaca 5 áreas que vale a pena começar a empreender ainda este ano:

1. Sustentabilidade e economia circular: como artesanatos, reciclagem, reaproveitamentos e serviços de brechó;

De 2016 a 2020, a demanda por produtos sustentáveis ​​aumentou 71%. Um estudo do Boston Consulting Group com mais de 3.000 pessoas em 8 países, incluindo o Brasil, descobriu que 70% estavam mais conscientes do impacto do ambiente humano pós-pandemia de Covid-19. 

Além disso, o Brasil representa 14% (23 milhões) das assinaturas do movimento global em prol da biodiversidade e da natureza.

2. Serviços remotos e comércio on-line: serviços freelancer, auxiliar remoto, mercado de afiliados e marketing digital;

Pesquisas mostram uma tendência de 75% dos executivos globais pretendem investir em experiências híbridas. Sendo que 43% investirão em hibridização para melhorar a personalização de produtos e serviços, tornando os produtos mais inovadores. No Brasil, 63% das experiências de compras começam on-line.

3. Serviços de personalização e exclusividade: User Experience (UX), Customer Experience (CX), Business Experience (BX), focados na experiência do consumidor, serviços de personalização, estamparia e artesanato inclusivos; 

Um estudo da Accenture com 1.500 executivos de empresas que implantam BX são seis vezes mais lucrativas.

Um estudo da Deloitte mostra que 94% da Geração Z quer que as empresas se posicionem sobre questões sociais importantes, e 90% dizem que preferem comprar um produto que consideram bom para a sociedade.

A Organização Mundial da Saúde informa que, globalmente, 15% da população tem alguma deficiência – um tipo de consumidor que raramente aparece na publicidade representativa.

4. Tecnologia: programação, inteligência artificial, UX design, metaverso e NFT;

As vendas on-line no Brasil cresceram: em 2020 chegaram a 84,7 bilhões de reais, ante 61,9 bilhões de reais em 2019, um aumento de 41%. Isso se compara a uma taxa de crescimento de 16% de 2018 a 2019. Vendas on-line chegam a 53,4 bilhões de reais no primeiro semestre de 2021, um aumento de 31% em relação ao mesmo período de 2020. 

Em uma pesquisa da Deloitte com consumidores de vários países, 63% dos entrevistados disseram que pretendem continuar usando mais as plataformas digitais mesmo após a pandemia.

Em 2020, as pesquisas por "leitor de código QR" aumentaram 170%. Além disso, em pesquisa realizada pela SA365, 48% dos brasileiros afirmaram ter utilizado o recurso para efetuar pagamentos – graças à segurança e higiene que representa durante a pandemia.

5. Autoaperfeiçoamento, bem-estar e prazer: infoprodutores, cursos on-line, alimentação saudável e sex shops.

Em uma pesquisa de 2021 da McKinsey com 7.500 pessoas em seis países, 79% dos entrevistados acreditam que o bem-estar é importante, com 42% deles sendo uma prioridade.

No Brasil, o bem-estar é considerado prioridade máxima por 75% das pessoas.

Estima-se que o brasileiro médio gaste R$ 1.200,00 por ano em produtos e serviços para promover seu bem-estar. 

 

5 habilidades que os empreendedores precisam:

Para iniciar o próprio negócio, os especialistas indicam algumas habilidades essenciais para o sucesso:

1. Organização: Estabeleça metas e saiba manter o foco.

2. Boa Comunicação: Mantenha um bom contato com todas as partes interessadas sobre como vender seu negócio e seus produtos ou serviços.

3. Análise e Estratégia: Compreender o mercado, o negócio e a concorrência. Entenda os riscos e recompensas.

4. Criatividade: Buscar inovação, aprendizado e crescimento. Sempre atualizado e sujeito a alterações

5. Consistência: Construa bons hábitos, invista na sua imagem corporativa e entregue qualidade aos seus clientes

 

Foto destaque: 2022 registrou crescimento de novos empreendimentos. Foto: Reprodução/Rodnae Productions/Freepik.

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